Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Entrevista...

Astrid Underground


Por Equipe Literatura Fantástica Brasileira.

Conforme prometido estamos publicando a primeira entrevista do nosso blog, e esperamos que seja a primeira de muitas.

Nada mais justo que a entrevistada da vez seja uma das criadores do LitFanBR: Astrid Underground.

Ela foi realizada via e-mail, com a adição de uma pergunta ou outra quando houve necessidade e publicada integralmente, apenas omitindo alguns palavrões que julgamos desnecessários, sob o consentimento da entrevistada.

Sem mais delongas, vamos à ela.

- Olá Astrid, antes de tudo gostaríamos de agradecer por dedicar um pouco do seu tempo nos cedendo essa entrevista.

Não tem o que agradecer, eu que fico feliz por mais uma vez ter meu nome aqui no Litfan depois de tanto tempo.

- Antes de qualquer coisa: por que criar o Literatura Fantástica Brasileira?

Criamos o blog no começo de 2012, ele já tem um tempinho, e na época não tinham muitas páginas sobre o assunto, então eu e alguns colegas que atuavam dentro do meio tivemos a ideia de criar uma página que se dedicasse a esse gênero. Mas logo de cara vimos que ter apenas "mais uma página sobre literatura fantástica" parecia ser muito pouco, não acrescentaria nada, acabaria sendo "mais do mesmo" então resolvemos inovar e fazer do blog uma coisa única: um espaço onde todo o tipo de atividade perniciosa à literatura pudesse ser denunciado, e o blog segue até hoje com essa premissa, mesmo depois de trocarem a administração algumas vezes.

- E foi fácil encontrar quem estivesse disposto a participar desse projeto?

A ideia surgiu de conversas entre eu e alguns amigos, então quando a gente resolveu criar o blog a equipe meio que já estava formada. Depois que o blog nasceu ainda "recrutamos" uns dois ou três que colaboravam sempre, mas a maioria aparecia de vez em quando. O que eu achei mais engraçado quando resolvemos criar o blog é que muitas pessoas que eram todas metidas a revolucionárias, revoltadas, e tal, não quiseram participar, parece que ficaram com medo ou já sabiam que a porca torceria o rabo pro lado delas.

- Sei que não vai citar nomes, mas pode nos dar uma pista de quem "amarelou" na hora de fazer parte da equipe?

Nome eu não vou falar mesmo, isso você já sabe, mas não foi só um, foram uns quatro que pularam fora, estilo bundões mesmo. Colocaram a maior pilha, mas na hora H caíram fora. Um deles foi um cara do nordeste, todo bad boy, escritor de terror que adora fazer cara de mau e o caramba a quatro, adorou a proposta do blog e tal, disse que a gente seria um tipo de "V de Vingança" na literatura, que a gente ia detonar as editoras e tal, mas na hora H...

- Ele chegou a ser denunciado em alguma matéria que publicaram, o que justificaria ele ter pulado fora do barco?

Não que eu me lembre.

- Obviamente seu nome não é Astrid Underground, pode nos explicar os motivos de utilizá-lo?

Eu sempre atuei no underground, sempre preferi trabalhar com quem está longe dos olhos da mídia, é marginalizado, não só no que se refere à literatura, mas em todo o meio artístico, então escolhi o nome Astrid e juntei à ele a área em que atuo, o underground. Logo percebi ter tomado a decisão certa porque não me identificar me permitia, por exemplo, circular no meio daqueles que, no dia anterior, tinham sido esculachados aqui no blog, sem contar que evitou que eu sofresse algum tipo de represália por blogueiros, zineiros e etc, o que com certeza aconteceria se eu desse minha cara à tapa.

- Então não utilizar um pseudônimo, como alguns membros da equipe fizeram, foi um erro?

Cada um encara a situação que vive da forma que acha melhor, eu tinha que proteger minha imagem para não ser prejudicada e acabar prejudicando também meus projetos. Erro? Difícil julgar, eu não dei minha cara pra bater e mesmo assim minhas matérias não perderam em nada em credibilidade, por mais que o povo esperneasse dizendo o contrário, que matérias anônimas não deviam ser levadas à sério. Sim, elas eram levadas, e muito, assim como o que é hoje publicado por aqui ainda possui credibilidade, por mais que neguem isso, o que é veiculado no blog ecoa por todo canto. Bom, tem colegas meus que criaram o blog e até hoje são perseguidos pelo povo do meio literário, nesse ponto talvez tenha sido um erro assinarem o que publicavam, teria evitado muita dor de cabeça.

- Que tipo de dor de cabeça eles tiveram?

Não vou citar nenhum nome, mas basta ver as matérias do blog e quem foi obrigado a publicar textos se defendendo de acusações sem pé nem cabeça. O povo desesperado disse e fez muitas besteiras, coisas verdadeiramente enojantes, sobre essas pessoas, diante da total falta de meios para rebater o que era aqui publicado. Teve gente apontada como nome promissor do meio literário deixada de escanteio pelas publicações que fez aqui, isso não foi nada legal, foi bastante incoerente, pra mim. Por que um autor é ótimo, mas quando expressa sua opinião, deixa de ser? Isso não tem lógica, cheira a revanchismo barato, despeito, mas também isso não foi tão desastroso porque esses autores seguiram seus caminhos, de forma independente, que eu mesma acho mais digna, sem ter que se curvar a editores ou exigências do mercado.

- Ao mencionar “exigências de mercado”, você está se referindo a o quê?

Às exigências que os editores fazem, muitas vezes eles podam a criatividade do autor. Por exemplo, teve uma época em que a moda eram os vampiros, então o cara tinha que escrever sobre vampiros, por mais piegas que ele achasse o assunto, ou não seria publicado. Mas essas exigências seguem os modismos, isso foi naquela época, 2012, hoje já são outras, foi só pra citar um exemplo mesmo.

- Você acredita que o blog atingiu os objetivos aos quais se propôs quando foi criado?

Acredito que sim. Recebíamos e-mails de agradecimento de jovens autores que escaparam de muitas armadilhas dentro do meio literário graças às nossas publicações, esse era o nosso objetivo: evitar que profissionais de má fé prejudicassem autores iniciantes. Molecada ansiosa por publicar logo suas obras e que acabava embarcando em barcas furadas. Basta lerem os comentários que fizeram nas matérias onde fizemos as denúncias, muita gente nos agradece pela ajuda que demos, até hoje, leiam a matéria sobre a Chiado, por exemplo.

- Mas não são poucas as matérias que visivelmente fazem ataques pessoais. Isso de certa forma não foge ao objetivo de ajudar novos autores?

Não totalmente porque quando isso aconteceu – e me corrija se eu estiver enganada – não foi em matérias de minha autoria. A grande maioria do que foi publicado nesse sentido foi de forma sutil, sem precisarmos citar nomes, mas as características de quem falávamos eram tão berrantes que ficava impossível não identificar o povo. Isso que era ****, e o povo esperneava, claro. Atingimos todo o tipo de gente com nossas matérias: desde o débil mental que mal sabe usar o português e se acha o mega-autor até o editor realmente importante dentro do meio literário, mas que pisa na bola e acaba sendo caguetado. Ninguém encara na boa uma denúncia, por mais que ela corresponda à realidade, você encara? É difícil aprender a aceitar críticas, eu mesma tenho essa dificuldade. Quando foram publicados ataques diretos a fulano ou sicrano isso não aconteceu de graça. Ninguém tem sangue de barata, é muito fácil sair por aí difamando as pessoas só porque elas se atreveram a sair da casinha e colocar a boca no mundo. Nada mais justo do que as defesas, e também os ataques, serem feitos usando o espaço que o Litfan dava. Aliás, o blog sempre esteve aberto para que os "denunciados" se defendessem, mas ninguém nunca nos procurou nesse sentido, talvez por não haver argumentos contra os fatos.

- Em alguns momentos esses embates ficaram explícitos, parecia até briga de boteco. Ninguém nunca entrou em contato com vocês a respeito do que foi publicado nesses casos?

Você já participou de briga de boteco? Se todos os envolvidos nessas brigas tivessem se juntado e resolvido logo no braço pelo menos a situação se resolveria de uma vez, mas preferiram ficar de diz que me diz. Mas usarem o blog para direito de resposta? Pior que não. O blog sempre esteve aberto para direito de resposta a quem quisesse se defender, mas nunca soube de alguém que tenha feito isso. Falava-se tanto que o que publicávamos eram mentiras, mas nunca alguém pediu espaço para se defender, estranho isso né? Tiveram brigas? Sim, mas nunca publiquei nenhuma matéria assim e cada um era responsável pelo que publicava, não dá pra eu me responsabilizar pelos outros.

- Mas caso o blog fosse processado todos os membros do blog seriam responsabilizados.

Acho que não, não sou advogada, mas acho que cada um se responsabilizaria pelo que publicou, não seria generalizado.

- Em mais de uma ocasião vocês foram ameaçados de processo, procede?

Sim, de vez em quando aparecia alguém dizendo que nos processaria, mas nunca aconteceu. Pra mim eram tentativas desesperadas de nos calar, mas nunca cedemos, quem trabalha com a verdade não tem o que temer. Se quisessem nos processar, que processassem, nunca publicamos mentiras aqui. Depois que eu já tinha saído da equipe soube que o blog foi tirado do ar. Disseram que a equipe que estava à frente, nesse tempo, ficou com medo de uma dessas ameaças, mas não sei, eu já tinha saído.

- Todas as denúncias que receberam eram verídicas ou teve muita coisa inventada?

Infelizmente não dava pra ir atrás de toda a denúncia que nos enviavam. Muitas eram de acontecimentos em lugares distantes, então ficava difícil ver se tudo o que era denunciado era verdadeiro ou não, então não foram trabalhadas pela equipe.

- Mas chegavam denúncias falsas?

Claro, nem tudo era verdade. Nesses casos a equipe respondia ao denunciante pedindo para que só voltasse a entrar em contato com a gente quando tivesse certeza do que estava dizendo, afinal de contas, era o nosso que estava na reta, não o deles.

- E por que você deixou de colaborar com o LitFanBR?

Falta de tempo. No início do ano passado eu entrei em outros projetos e já não tinha tempo para ir atrás do que nos mandavam, então achei melhor deixar a equipe. Melhor do que ficar e realizar um trabalho porco, publicando algo que talvez não fosse verdade e acabasse nos comprometendo.

- Como você vê o blog atualmente?

Sempre que sobra um tempo eu dou uma olhada aqui. Percebi que agora todas as matérias são assinadas em nome da equipe do blog, podíamos ter feito assim na nossa época, mas por falta de feeling deixamos passar batido. As matérias continuam abordando temas atuais, o que é muito bom, mas notei que não são publicados mais textos sobre denúncias de editoras e editores. Isso me deixa feliz porque me faz acreditar na ideia de que aqueles que antes agiam de má fé se retiraram do mercado, como a Literata, que tanto foi detonada pelo blog, ou se regeneraram, não sei.

- Literata, foi uma das editoras que sempre apareciam no blog e que acabou fechando as portas. Você poderia dizer que foram vocês que fecharam a Literata?

Não fechamos nada, a Literata, comandada pelo pulha Eduardo Bonito, cavou a própria cova ao dar espaço em sua editora para quem não tinha talento algum. As atividades dentro dela se resumiram à troca de favores e foi isso que fez ela fechar as portas. O Litfan não fechou a Literata, apenas divulgou informações que até então ficavam à boca pequena, e elas sim, essas informações, contribuíram para seu insucesso, quando vieram à público.

- Muito se critica o blog e quem faz parte dele, no final você acha que valeu a pena tê-lo criado?

Com certeza! O caso da Literata é um exemplo disso, contribuímos para o fechamento de uma editora que lesava quem acreditava no trabalho dela. E como já disse antes, é só ler os comentários de agradecimento nas postagens, nós ajudamos muita gente, não dá pra fechar os olhos pra isso. Pesamos a mão em vários momentos? Sim, confesso que sim, mas não fizemos isso de graça, se tantas vezes batemos foi porque quiseram nos bater antes. Chumbo trocado não dói, mas quem bate mais forte chora menos. E se tem uma coisa que até hoje eu e meus colegas sabemos fazer é bater, e se precisar fazemos de novo.

- Nesse caso você fala de quem especificamente? Do Chutenacara e do Oscar Mendes Filho?

Também, eram alguns dos homens fixos da equipe, e você conhece eles? Já viu o tamanho dos caras - risos - ? Mas quando falo em saber bater é com as palavras, todos nós trabalhamos bem com elas, e isso enervava quem tentava ir contra a gente. Neguinho vinha de mimimi e lá vinha outra porrada, pior ainda, até que desistiam de encher o saco. Se viessem com argumentos convincentes, tudo bem, mas palhaçada era tratada na bordoada. Enchiam o saco postando comentários anônimos, sem pé nem cabeça, misturando as bolas, e tivemos que começar a moderar os comentários. No começo a gente ficava respondendo, nossas mentes malignas não deixavam barato, não mesmo, só que chegou uma hora que isso encheu o saco, não levava a nada. Mas olha, ficou muito claro, e não foram poucas as vezes que isso aconteceu, que os pit bulls da equipe queriam enfiar a porrada em um e outro babaca, isso quase aconteceu na última bienal de São Paulo, quando eles queriam ir lá, mas nunca chegou a acontecer, acho que não são tão loucos assim - risos -. Quem sabe esse ano - risos - ? A gente brincava, falava que ia montar um ringue e jogar eles todos lá dentro pra se matarem, e que iríamos cobrar ingresso pra descolar uns trocos - risos -.

- Você falou em “fixos da equipe”, então a equipe da época contava também com a colaboração de “freelas”?

Sim, claro, é só ver quem assinava as matérias. Teve cara que escreveu uma matéria e sumiu. O cara chegava na gente, quase sempre por e-mail e falava que tinha um texto sobre algum assunto, uma denúncia, e queria publicar no blog, se podia. A gente lia pra ver se não tinha muita abobrinha, se não fazia falsa denúncia e tal. Se a equipe concordava o texto era publicado. O **** era que esses quase sempre usavam pseudônimos, e quem aguentava a bronca depois? Pois é...

- E quem eram os “fixos” da equipe, naquela época?

Não gosto de ficar dando nomes. Se você ver quem assinava os textos com mais frequência vai ter uma ideia, nem preciso falar quem era.

- Como você vê o mercado literário atual? Mudou muita coisa de 2012, ano de criação do LitFanBR, pra cá?

Mudou sim, claro. Os autores de literatura fantástica parece que deram um pouco de descanso para os vampiros - risos -. Fora isso, a nova onda são os livros escritos pelos youtubers. Não li nenhum, ainda, nem sei do que eles falam, mas acho que se isso fizer com que os jovens se atentem mais aos livros, é válido. Tudo é válido, pra mim, quando a intenção é divulgar cultura.

- Você percebe se houve alguma melhora? E, se houve, acredita que tenha sido causada pelo trabalho do LitFanBR?

Pra mim, em matéria de qualidade do que tem sido lançado, tá na mesma. Pelo menos na literatura fantástica quem está na crista na onda é o mesmo povo daquela época. O que melhorou, e nisso quem é do meio sempre fala, é não ter tanto pilantra querendo passar a perna nos menos informados. E o medo de o nomezinho da empresa deles vir parar aqui, né? Nesse ponto parece ter melhorado bastante.

- E um retorno ao LitFanBR, poderemos ter Astrid Underground integrando a equipe novamente?

Não faço uso da palavra “nunca”, mas por enquanto não está nos meus planos, tenho meus projetos próprios em andamento, mas quem sabe um dia?

- Gostaria de deixar algum recado aos leitores?

Olha, quero dizer que não só o mercado literário, mas todos os meios possuem suas armadilhas e por mais que desejemos ter nossos trabalhos publicados devemos ter em mente que sempre haverá quem queira, de formas nada louváveis, tirar algum proveito. Precisamos amadurecer, deixar a inocência de lado e encarar o meio com os pés no chão, almejando e trabalhando pelo melhor, mas sem esquecer que o pior também pode acontecer.

- Obrigado Astrid, sem você e seus amigos, hoje não teríamos esse espaço tão importante para a literatura.

Não agradeça, prossiga com o nosso legado, estão fazendo um ótimo trabalho e nunca se esqueçam: por mais recompensadora que seja a jornada, as pedras sempre farão parte dela.

Entre em contato: litfanbr@gmail.com


3 comentários:

  1. Confesso que era divertido acompanhar os barracos e suas respectivas repercussões, mas é muito melhor viver sabendo que o número de denúncias despencou porque os vilões do meio literário pararam de agir por medo de ter seus nomes citados aqui.

    Naquela época, um autor que se sentisse prejudicado simplesmente não tinha voz, e se calava diante da possibilidade de ser queimado pelo editor em todo o meio literário e nunca mais conseguir publicar nada.
    Então vieram as plataformas de autopublicação, e se escritor brasileiro já era uma criatura que não tinha nada a perder, simplesmente deixou de depender de editoras e o cenário ficou propício para a revanche.

    Em uma época em que as trocas de favores norteavam as publicações da literatura fantástica, grupos de autores se juntavam para falar bem uns dos outros (independente da qualidade do material por eles publicados) e "destruir as carreiras" de seus desafetos, era praticamente impossível ser publicado sem babar muitos ovos.
    Essa turminha inclusive deve ter percebido que falar bem uns dos outros não adiantava muito, então criaram um prêmio só para eles (que também deixou de existir).

    E claro que, até onde sei, nenhum destes escrevia para viver, afinal, não existe a profissão de autor de ficção (livros) aqui no Brasil. O que é pior ainda, pois toda essa estrutura girava em função do ego dos que dela faziam parte.

    Meu deus.... o meio literário é uma bosta...

    E o que eu vejo agora? O mar está calmo. Os livros dos youtubers foram citados aqui, mas isso meio que nem se encaixa na categoria de produção literária. A verdade é que, depois que passou a onda dos vampiros/zumbis, nada parece ter ficado no lugar.

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    1. A respeito das falcatruas não sei se diminuíram, mas em termos de qualidade literária, de 2012 para cá o cenário é praticamente o mesmo.

      Reparei que existe mais, hoje em dia, um clamor pelo politicamente correto e, dessa forma, aparecem alguns justiceiros sociais querendo censurar obras que não contenham "diversidade étnica" e representatividade das minorias.

      A respeito das editoras picaretas desconheço se diminuíram, mas quando o assunto é conteúdo, vejo muitos livros (e muitos mesmo!) permeados por erros crassos de português, enredos com mais furos que um queijo suíço e diálogos que parecem ter sido retirados dos Cavaleiros do Zodíaco.

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  2. Astrid Underground bem que podia voltar a fazer parte da equipe do blog.
    Ela mitava a cada matéria.

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