Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Vendendo a alma...

vendendo a alma



Por Equipe Literatura Fantástica Brasileira.

A mídia, de modo geral, adora "manchetear" que o povo brasileiro não lê, apresentando estatísticas provando que ele prefere utilizar seu dinheiro em outras formas de cultura, como o cinema. 

No fundo os veículos de informação que assim o fazem não estão interessados em melhorar a situação literária brasileira, muito pelo contrário, tudo o que querem é leitores para matérias como essa uma vez que nunca apresentam formas de reverter essa deplorável situação, apenas esfregar na cara do povo que ele é obtuso.

Não é necessário estar dentro do meio literário para saber que o povo não lê, até o pipoqueiro da esquina sabe disso, então publicações do gênero são desnecessárias.

Mas quem pode culpar os leitores por isso?

Livros não são baratos, nunca foram, e embora os e-book´s sejam uma opção financeiramente interessante para quem ainda encontra prazer na leitura ainda há muita resistência em aderir à leitura digital.

Sendo então um artigo não muito barato porque o leitor arriscaria em gastar seu dinheiro em uma obra desconhecida ao invés de ir direto naquilo que a mídia esbraveja como bom?

O problema é que muitas vezes o que a mídia esbraveja ser bom não o é realmente, ela faz isso por motivos escusos, mas isso é pauta para outra matéria.

Deixemos um pouco de lado as editoras mercenárias capitalistas, vamos focar nos pequenos autores, os independentes, aqueles que permanecem na labuta para terem seus trabalhos lidos.

Inegável o fato de que publicar um livro tornou-se algo muito mais fácil, graças à páginas como Per-se, Clube de Autores, AgBook, Amazon e várias outras, o problema é que tal facilidade acabou abrindo espaço para uma enxurrada de obras literárias (sejam elas físicas ou digitais), e como todos sabemos, uma enxurrada acaba trazendo com ela muito lixo.

Espernear exigindo que os autores, ou aspirantes a autores, ou ainda pseudo-autores, prezem pela qualidade do que produzem atentando-se à todas as etapas para a criação de um trabalho decente é perda de tempo.

Cada um produz o que quer, como e onde quer, assim como compra e lê quem quer.

Conheço diversas pessoas dentro do meio literário, algumas pessoalmente, outras apenas através de redes sociais, mas cuja "convivência" me trouxe um feedback interessante sobre como o meio literário se comporta.

Não serei hipócrita em dizer que os trabalhos de todos esses meus conhecidos me agradam, muitos deles escrevem sobre gêneros que não me despertam nenhuma curiosidade, o que me desperta interesse é a forma como eles se comportam diante do cenário literário atual.

Alguns escrevem por esporte, outros por paixão, há os que o fazem por convicção, ou por dinheiro, e os que não o fazem mais.

Entre os que escrevem por esporte ou paixão estão aqueles que não se preocupam com o que o mercado pede, criam aquilo que lhes dá na telha, pelo simples prazer de escrever e sem preocuparem-se se alguém lerá ou não o que produzem, geralmente por não terem nenhuma pretensão financeira com a literatura.

Os que já não mais escrevem optaram por pendurar as chuteiras e os motivos que os levaram a essa decisão são os mais diversos. Alguns o fizeram pelo desencanto com o meio literário, outros por não terem mais tempo hábil para escrever, há ainda os que decidiram que seu legado já havia sido deixado, enfim, os motivos são bastante particulares e seria cansativo mencionar cada um deles. 

Os que escrevem por convicção insistem em remar contra a maré, presos aos seus dogmas literários não se deixam abater pela ausência de leitores, não aceitam moldarem-se às exigências do mercado, seguindo firmes em seus propósitos ainda que suas obras sejam relegadas a um segundo plano e chegando à um reduzido número de leitores.

Inspirado nesse último grupo, e em um comentário feito em uma matéria já publicada aqui no blog, foi que decidi escrever essa matéria.

O comentário segue agora:


O chamado consumo do "lixo literário" acontece por ser publicado por pessoas públicas, com legiões de fãs. Ninguém espera um livro de conteúdo de um youtuber, pelo contrário, se espera um livro de entretenimento. E o autor que não sabe lidar com isso, no mínimo, deve ter a dignidade de aceitar o fato de que os youtubers não vendem qualidade, eles vendem sua própria imagem. Quem compra, compra por ser fã. Apenas. E suas críticas, não vai fazer cocegas nas vendas deles. Então, sem choro!


O mercado brasileiro está em queda? Oh, God! Sempre esteve, nunca foi fácil publicar um livro por editora, seja qual for. Editoras com exigências gritantes, excluindo jovens autores e se negando a publicar amadores sempre existiram, não vejo isso como um problema gerado por novos gêneros. A tendência é que o mercado mude ano após ano e o autor que tem seus objetivos deve se adaptar. 



Esbravejar aos quatro cantos das suas rede sociais que literatura de entretenimento é lixo, pode ser um problema, um problema que irá reduzir seus números de leitores. Primeiro, ninguém lê um único gênero. Segundo, se o seu leitor, por acaso, vier a ler literatura de entretenimento, com que olhos e ele irá ver quem está classificando literatura sem conteúdo e quem a lê como lixo? Pior que isso, com que olhos ele irá ver quem quer controlar seu dinheiro? Cuidado, linguinhas afiadas, já vi autores serem engolidos pelo seus próprios leitores!




Convicção, caráter, é algo muito raro de se encontrar atualmente, principalmente entre os mais jovens.

Sou de uma geração, a da década de sessenta, possuidora de uma mentalidade muito diferente daquelas que a seguiram, as dos anos 70 e 80, quanto às de 90 então, melhor nem mencionar.

Normalmente nos chamam de caretas, mas foi graças à nossa "caretice" que as novas gerações puderam encontrar uma condição com o mínimo de decência. Decência essa que se deteriora a passos largos a cada ano que passa.

De volta à literatura.

Cada um sabe onde seu calo aperta e esse calo acaba influenciando na forma como o autor age diante do mercado literário.

Embora possa não parecer, não sou autor, apenas acompanho o meio literário, leio bastante, desde HQ´s até livros de auto-ajuda, sem preconceito, só não gosto do que chamam de chic lit ou hot lit, prefiro uma revista Sexy, Playboy ou, em último caso, um filme de conteúdo adulto, mas procuro manter minha mente aberta para tudo o que possui boa qualidade.

Não escondo que nutro grande admiração pelos autores que se mantém firmes às suas convicções, admiro quem não se entrega ao sistema, não se sujeitando a "venderem a alma" para que possam ter algum sucesso dentro da literatura. Os admiro porque sei o quanto é difícil agir assim, principalmente quando sua renda e o sustento da família está atrelado ao meio literário. 

Também não crucifico quem acaba se dobrando diante do gosto popular, aqueles que concluem que "se o povo gosta de lixo eu lhes darei lixo, desde que eu lucre com isso" porque, como disse, cada um sabe onde o calo aperta e se esses autores não se incomodam em "desviarem-se da rota original", quem sou eu para julgá-los?

Quanto àqueles leitores que, conforme foi mencionado no comentário, compram um livro como mera forma de bajular alguém pelo qual nutrem algum tipo de admiração, como os fãs de obras escritas por youtubers ou atores globais, por exemplo, esses sim eu execro porque na minha modesta opinião não passam de imbecis.

Imbecis que, como está em voga atualmente, gostam de ostentar, assim como acontece nas redes sociais, que pra mim são o grande câncer do novo milênio porque muito mais do que promoverem a interação das pessoas disseminam a massificação.

Poucos são os que mantém-se firmes às suas convicções, a imensa maioria aprecia algo para se sentir "inn" ou "descolado" tipo "Todo mundo está comprando, todo mundo gosta, então farei o mesmo, ainda que seja uma merda".

Quem hoje em dia chega numa roda de amigos e diz "Cara, estou lendo um livro do Machado de Assis que é do caralho."? Mas quem chega na rodinha e diz "Porra, o livro do fulano (youtuber) é muito bom."?

É assim que o povo tem se comportado, salvo raríssimas exceções, e quem gosta de livro escrito por youtuber ou ator global (que em quase sua totalidade são lixo) se encaixa perfeitamente nessa categoria de pseudo-leitor.

Massificação, capitalismo, ausência de senso crítico, esses são os fatores que estão acabando com a literatura, e não apenas com ela, mas a música padece do mesmo mal.

O cara escreve qualquer merda e as editoras correm em publicar esse lixo porque sabem que a legião de fãs do "autor" comprará sua obra, ainda que não possua conteúdo algum.

O importante é que o livro venda, não importa se levará alguma mensagem útil ao leitor.

O mercado literário atual está resumido a isso, lamentavelmente.

Ao senhor anônimo, autor do comentário que transcrevi, só tenho a dizer que ninguém aqui critica o que quer que seja esperando que isso afete as vendas desse lixo literário, não somos egocêntricos ao ponto de acharmos que nossa opinião alterará o curso da história literária brasileira, criticamos porque enxergamos além do óbvio, ainda nos damos ao luxo de raciocinar, não nos permitindo sermos carregados pela enxurrada de lixo.

Temos esse espaço para expor nossa opinião, se ela refletirá de alguma forma no universo literário já não sabemos. Nos limitamos a fazermos nossa parte, ao contrário de muitos que concordam com o que publicamos aqui, mas que preferem manter-se calados por medo de serem excluídos da sua rodinha medíocre de amigos.

E pra quem é perigoso dizer que a "literatura de entretenimento" não passe de lixo? Para quem tem seu trabalho atrelado a esse tipo de material, o que não é nosso caso.

Aliás, o que poderia ser exemplificado como "literatura de entretenimento"?

Literatura fantástica, literatura de terror, literatura hot, fanfic, entre outros gênero similares, poderiam todos serem categorizados dessa forma, o que criticamos não é o que você chama de "literatura de entretenimento", mas sim, literatura de baixa qualidade, livros que dentro de cinco anos, no máximo, entupirão sebos que para lá foram empurrados por servirem somente para acumularem poeira, independente do gênero em que se enquadram.

A meno que com "literatura de entretenimento" esteja se referindo à livros de atores globais, youtubers e afins, nesse caso já categorizá-las como "literatura" possa ser um desserviço ao mundo literário.

Mantenho-me firme em admirar quem não cede à pressão do mercado, quem não vende sua alma em troca de publicação, de leitores.

Conheço quem deixou de escrever exatamente por ver-se incapaz de seguir essas novas tendências mercadológicas, e honestamente também os admiro, pois não se sujeitaram a permanecerem no mercado graças à publicação de porcaria preferindo aposentarem-se enquanto suas obras possuíam um mínimo de qualidade e decência.

Cada um sabe onde o calo aperta, mas alguns possuem maior capacidade de suportar a dor.

Entre em contato: litfanbr@gmail.com

vendendo a alma

8 comentários:

  1. A geração passada do tempo do “ronca” bate no peito pra falar em caráter e convicção quando subjugava mulheres, quando a ignorância e a ausência de estudo/conhecimento era porta de cargos altos. Não vivi na época, mas boa parte dos meus tios entraram em cargos públicos sem requisitos mínimos, sem estudo, sem competência – e a maioria entrava da mesma forma.

    A geração passada é aquela que casava meninas de 12/13/14 anos. Também é aquela mesma que pregava insanidades e diz hoje que “antigamente era melhor”. Não tenho inveja dos ideais e conceitos morais dos órfãos da ignorância e do estado militarizado. Na verdade, eu me envergonharia de ter vivido em tal. Então me poupe do papo de caráter. Eu posso listar o caráter dos anos sessenta, setenta e oitenta e não é nada moral.

    O texto que você mencionou na sua publicação é meu.

    Existe uma legião de autores, jovens ou não, prontos para se lançar no mercado literário. Uma batalha árdua, eu sei. Muitos veem o tema do momento como porta de entrada pro mercado. Muitos veem que assim podem conquistar seu público alvo, ter fãs, ter pessoas agarradas aos seus trabalhos. E após ter fãs, é fácil deixar o tema do momento para concluir e lançar suas reais obras, aquelas feitas com amor, não com interesse. Esse é o atual jogo literário, mas alguém que o desconhece o sentido de publicação, com certeza não sabe disso.

    O mercado hoje exige do autor jogo de cintura para sobreviver. Você não sendo autor sequer sabe o que é isso. No máximo do máximo, baseia-se em opiniões de terceiros para tentar dramatizar ou pautar algo fora da sua dimensão. No mínimo, incoerente.

    É perigoso dizer que literatura de entretenimento é lixo pra quem tem livros publicados, pra quem pretende se lançar no mercado. Não pega bem um autor falar mal do trabalho de outro autor, mesmo que este seja um youtuber. Você, autor desta publicação que não tem nada publicado além dos textos aqui presentes não deve se preocupar com isso. Contudo, outros autores tem livros publicados e evitam esse tipo de constrangimento com seus leitores, que muitas vezes leem livros de entretenimento (youtubers).

    Em resumo, tenho a concluir que quem mantém o trabalho do autor é o leitor. A crítica faz seu papel ao criticar, mas a crítica não dita vendas, não dita moda, não dita tema do momento. Essa pauta é exclusiva do leitor e da mídia. Mesmo que para alguns seja literatura ruim, vejo como registro histórico. Momentos que a humanidade passou. Não tenho inveja de autores passados, muitos com resquícios escravagistas, machistas e afins.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. No texto cito vários tipos de atitudes tomadas por escritores, inclusive os que "dançam conforme a música", mas me reservo no direito de expressar minha preferência pelos que se mantém firmes às suas convicções.
      Posso?

      Excluir
  2. Sabe a história do amor não enche barriga?
    Não enche.
    Escrevi por anos livros gays, até citada fui na agência nacional da AIDS, enfim, reconhecimento eu tive. Mas, $$ nem em sonhos. Só quando resolvi escrever o que as pessoas querem ler, foi que parei de me preocupar com contas em atraso e manutenção de uma carreira que não me gerava nenhum lucro.

    Você pode estar casada com o Brad Pitt, mas se o cara não trabalha, não te ajuda, não paga as contas, o amor acaba.
    Acontece o mesmo na carreira literária. Como investir numa carreira que só te dá prejuizo?
    Autor de verdade quer vender, quer ser lido, quer parar de ser taxado de amador.

    Eu respeito muito esse blog, sou leitora ativa dele por anos, e gosto muito, mas se escrever modinha é vender a alma, a minha já está no quinto dos infernos e eu venderia de novo, se precisasse.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também não crucifico quem acaba se dobrando diante do gosto popular, aqueles que concluem que "se o povo gosta de lixo eu lhes darei lixo, desde que eu lucre com isso" porque, como disse, cada um sabe onde o calo aperta e se esses autores não se incomodam em "desviarem-se da rota original", quem sou eu para julgá-los?

      Excluir
    2. Na verdade,eu olho para alguns dos meus romances como ESMERALDA e vejo nele muita qualidade literária. Não vejo meus romances como lixo, mas admito que estao muito além de obras como Kinshi na Karada... Ainda assim, agradeço demais meus leitores por me darem uma chance... Autor brasileiro, sem qualquer apoio, precisa dar graças a Deus por cada leitor que surge. Concorrer contra a literatura internacional, com seus métodos de divulgação, suas editoras poderosas, enfim... é uma luta desleal.
      Um abraço.

      Excluir
    3. Quando me refiro à "lixo" não leve ao pé da letra, refiro-me exatamente à algo de qualidade inferior àquilo que o autor costumeiramente produziria caso não corresse atrás do rabo das editoras.
      Talvez falte um pouco de compreensão de texto da sua parte, mas ao menos você se identifica, o que já é um bom sinal, ao contrário de muita gente que não tem coragem para tanto.

      Excluir
  3. Olá, pessoal da LitFan. Tudo bem? Espero que sim.
    Acompanho o trabalho de vocês já faz um bom tempo. Mas nunca comentei nada. Como este artigo me deixou muito satisfeito por ser tão amplo, resolvi "sair da toca" e conversar com vocês.
    Por que as notícias sobre baixa leitura são divulgadas? A meu ver, porque quanto mais formas se fazem de se pesquisar o assunto, mais se percebe o quanto estamos ruins. Um caso que lembro bem foi a pesquisa da empresa Pearson, de materiais e serviços educacionais, em 2012, com 40 países onde foi avaliado que o Brasil está na 39º colocação nos índices educacionais perdendo apenas para a Indonésia. Até escrevi sobre isso para o blog Overshock em uma coluna já extinta ( http://www.overshockblog.com.br/2013/08/fala-davi-8-o-que-dizer-da-educacao.html).
    Por que não são dadas soluções? Em parte, porque as grandes mídias são formadas por uma elite que não quer compartilhar conhecimento e/ou métodos solucionais. Comentaristas são coisa dos jornais da madrugada ou jogos de futebol. Em outra parte, porque ninguém sabe por onde começar: tornar os livros mais baratos? Diminuir impostos em livrarias mediante queda nos preços? Reduzir tarifas em gráficas e editoras? Transportadoras que trabalhem com entrega de livros teriam algum tipo de isenção fiscal? Palestras em escolas com familiares? São muitas soluções que trazem prós e contras.
    "Inegável o fato de que publicar um livro tornou-se algo muito mais fácil", vocês dizem. E eu concordo plenamente. Todavia, se somos um povo que mal lê, mal escrevemos. E se mal estudamos, mal sabemos como produzir uma boa abertura, definir um personagem, escrever diálogos com ou sem incisos, terminar uma cena (com ou sem cliffhangers), fazer um desfecho, um epílogo... e o que isso gera? Aquele autor que lê, estuda (livros, podcasts, artigos em revistas e sites, etc.), escreve, expõe e reescreve é considerado igual àqueles que dizem "acordei de manhã já com a história na cabeça. Daí fui escrevendo-a a deixando crescer...". É frustrante.
    Realmente os fatores motivacionais que levam cada pessoa no Brasil do século XXI a escrever variam: vontade, crença no talento próprio, confiança em seu método, dinheiro, fama, alguém... E como todo caso é um caso, resta a pessoas como eu e os autores da LitFan definir quem vamos ler e o que vamos apreciar. Vi no artigo que o autor é da geração mais antiga (com o devido respeito, é claro) e mesmo eu sendo nascido em 1987, me identifico com esta conduta.
    Editoras não são fábricas de sonhos. O editor que publica livros de youtubers quer arrecadar fundos para publicar algum autor B sem tanta popularidade ou comprar uma Ferrari. Nenhuma das duas ações é crime. E como eles não são obrigados a nos ajudar e a crítica acadêmica, às vezes, insiste em dizer que literatura é só que o saiu antes de Clarice Lispector, cabe às "pequenas" massas se unirem em prol do fortalecimento e ascensão da produção literária contemporânea. O problema é que isso é uma piscina gelada que esquenta com mais pessoas: quem vai mergulhar primeiro?
    Encerro o meu longo comentário (peço desculpas) voltando à pauta do título sobre a venda de alma: alguns se corrompem para que os fins justifiquem os meios e outros experimentam e acabam gostando. Realmente cada um sabe onde o calo aperta. O duro é eles reconhecerem que estão sentindo dor e que a alma do escritor/editora/projeto já não lhes pertence.
    Obrigado a todos(as).

    ResponderExcluir
  4. Eu quero apenas livros nacionais bem escritos, texto trabalhado e revisado. Pode ser, sei lá, até mesmo a história do "elfo feliz enfrentando o temível homem mortadela". Entregando uma história com personagens cativantes e um texto estudado, está de muito bom tamanho.

    ResponderExcluir

Pode chorar...