Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Legado literário.

legado literário

Por Equipe Literatura Fantástica Brasileira.

Os motivos que levam as pessoas à se dedicarem à literatura são os mais diversos que se possa imaginar.

Porém, mais importante do que os motivos que levam as pessoas a escreverem, está o comportamento que adotam para seguirem vivas dentro da literatura.

Não é conveniente querer estipular regras de etiqueta que devam ser seguidas, seja dentro do meio literário como em qualquer outro, embora algumas categorias possuam seu código de ética, mas como o meio literário não dispõe de tal recurso o que nos resta é esperar que os que dele fazem parte tenham o mínimo de bom senso.

Ok, não publicaremos mais uma matéria metendo o pau em quem não tem nenhum pudor em adotar práticas bizarras para vender livros.

O que você, autor, almeja com os livros que escreve?

Como você pretende ser lembrado no futuro?

Qual legado pretende deixar para as futuras gerações?

Acredito que se todos refletissem um pouco sobre essas questões teríamos um meio literário mais palatável, com obras mais dignas, leitores mais satisfeitos e editoras mais honestas.

Hoje você pode vender horrores, mas como você será lembrado no futuro?

Não importa quem você é, mas sim a qualidade daquilo que publica, a mensagem que passa aos seus leitores e sua postura diante do público e do mercado.

Bruna Surfistinha, de quenga blogueira a autora de sucesso, tomarei como exemplo.

Seu livro se transformou em best seller, vendeu milhões de exemplares, foi adaptado para o cinema, foi muito rentável para todos, principalmente para ela mesma.

Porém qual a imagem que temos de Raquel Pacheco?

Lembramos dela como uma autora de qualidade ou como uma prostituta que deu sorte?

Sem essa de preconceito, sejamos realistas, ok?

Como ela é lembrada? Qual a imagem que temos dela?

Entendeu a que ponto quero chegar?

Pois é, mas mesmo sendo uma ex-prostituta Raquel nunca se sujeitou a tirar fotos sexy para promover seus livros...

Esse é o ponto.

Você quer que seus livros façam sucesso pela qualidade que possuem, pelas mensagens que eles carregam e ou pelo marketing que você adota para vendê-lo?

Para você o mais importante é vender, ganhar dinheiro, independente de quais artifícios fará uso para atingir esse objetivo?

Claro que não esperamos que apareçam novos Guimarães Rosa, Jorge Amado ou Clarice Lispector. Acreditamos que ícones como esses, diante da atual mentalidade e da cultura do povo brasileiro, sejam inatingíveis, mas um pouco de bom senso e decência sempre são bem-vindos.

Pense bem sobre o caminho que está seguindo.

O dinheiro um dia acaba, mas sua imagem, essa fica para sempre.

O triste é que, no final, retornamos à querida Raquel Pacheco.

Por que o livro dela atraiu a atenção de editoras e, consequentemente, de produtoras de cinema?

Porque Raquel já chegou com o marketing pronto, seu blog já era um sucesso, ela já tinha atraído a atenção do público e possuía clientela cativa (me refiro à leitores), ou seja, a editora sabia que publicar seu trabalho (ainda que literariamente fosse uma merda) lhe seria rentável.

No final acabamos caindo, novamente, na armadilha mercadológica.

O importante é: como você quer ser lembrado no futuro?

Seus filhos, ainda que vivendo na ostentação graças ao dinheiro que deixou, sentirão orgulho de você?

Entre em contato: litfanbr@gmail.com 

7 comentários:

  1. Caro amigo, criador de conteúdo, por onde devo começar? Bem, como sabemos, você vem de uma época onde o auge era o cavalo e televisão preto e branco era coisa de rico.

    Entendo, juro que entendo tudo que você quis dizer. Agora, se atente as minhas palavras: A evolução é um ciclo e o ciclo se renova. Não há espaço para a mesmice. Grandes escritores de suas épocas serão lembrados, sempre! E faz-se necessário entender que, a atualidade fará seus próprios nomes, quer queira quer não.

    Você chama Bruna Surfistinha de puta na intenção de minimiza-la como autora. Diz que seu blog foi uma estratégia de marketing. Eu me pergunto se você pesquisou sobre a vida dela, sabe? Obviamente, um criador de conteúdo de respeito pesquisa sobre o que fala, não? O Blog da Bruna surgiu como um diário de desabafo que alcançou sucesso extraordinário. Foi espontâneo, não intencional, apenas aconteceu. E, por isso, ela obteve sucesso. Agora, se você acha que o fato de ela ter sido puta minimiza o fato de ela ter sido uma autora, é um direito seu, um total direito seu.

    Contudo,

    Se vendem boas histórias. Entende o que quero dizer com isso? Não interessa se ela é um JORGE AMADO ou uma E.L JAMES – e mesmo não sendo nenhum dos dois -, ela é uma ótima contadora de histórias. É isso que o leitor busca. Histórias. Histórias para ler em uma tarde chuvosa de inverno ou em uma dia quente na praia. As pessoas querem histórias que lhes cativem; lhes façam chorar e rir; amar e desejar.

    E por ser uma ótima contadora de histórias, seu livro foi um sucesso estrondoso, assim como seu filme. E o seu mérito lhe proporcionou sucesso profissional. Então, acho demasiadamente pueril entrar no mérito de ela ter sido puta ou não – fato que, inclusive, não nos diz respeito, pois, não pagamos suas contas.

    A única pretensão de um autor é ser lido. A única PRETENSÃO de um autor é SER L I D O. O que passar disso é lucro. Ganhar uma estátua, um prêmio, uma faixa decorativa, status; tudo isso é lucro. A prioridade do autor sempre será ser L I D O.

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    1. Você poderia criar um blog pra você e publicar essas merdas por lá ao invés de vir defecar aqui nos comentários.
      Você é puta?
      Parece que sim porque se ofendeu mais com o cara chamar a puta de puta do que tentar debater a ideia que ele expõe.

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    2. Anonimo,
      Existem putas e putas, não é? Veronica Franco, por ex, virou simbolo de Veneza, e era fantastica.
      Já a Bruna Surfistinha, que me perdoem, não faz meu estilo, apesar de eu achar que ela é boa nas narrativas.
      Entramos aí no mérito de tocar almas. Cada um tem seu estilo. Muita gente odeia Stephen King e o difama e até o ameaça de morte. Eu sou apaixonada pela narrativa sarcástica dele.
      Outros se revoltaram por Moacyr Scliar ter se tornado um imortal. Eu fiquei feliz, acho q foi pouco.
      Paulo Coelho é outro que divide opiniões...
      Nunca chegaremos a um consenso. O que é bom pra mim, as vezes é horrivel para você e vice-e-versa.

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  2. Eu poderia substituir o que você acha, por exemplo, por nada. O blog apresenta sua opinião e eu exponho a minha. Vivemos em uma democracia, onde é comum a liberdade de expressão. Até entendo que no nosso meio ainda existam órfãos da ditadura.

    Aqueles que não sabem lidar com opiniões, não devem publicar textos, inclusive, textos em blogs. No mais, sem choro. O blog é ótimo, tem ideias ótimas, mas não sou obrigado a concordar com tudo. O meu ponto de vista foi apresentado, doa quem doer.

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  3. Muito blá blá blá nos comentário, mas ninguém se atentou ao assunto da matéria: você, como escritor, como quer ser lembrado?
    Como alguém que se preocupava em escrever bons trabalhos para seus leitores ou apenas como mais um que só produziu lixo comercial vendável?
    Essa é a questão, mas ninguém parece se preocupar com ela.

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    1. Eu comentei o comentário, realmente.
      Sobre o post? Você não será lembrado por nada se não for lido. Simples assim.

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    2. Inclusive você. Seu comentário nada mais é que a reprodução da questão proposta no texto. Ninguém escreve com o intuito de ficar na história. Eu, autor, sendo autor, estando no meio de autores, também não conheço outro autor com essa ambição.

      Num consenso geral, a única ambição que um autor tem é ser lido. Essa é a única ambição que um autor no Brasil tem. Concordo com eles, inclusive, penso assim. Quem determina se o meu livro entra ou não pra história é o leitor. São os números, é o sucesso, não a crítica, não os blogs, que se prestam ao papel de levantar esse tipo de questão que não acrescenta em nada na vida de um autor.

      Essa é a segunda publicação invasiva do blog, questionando a qualidade de livros. Só posso concluir que há inveja por parte do criador de conteúdo, ou algum outro problema. Ninguém desfere ataque gratuito. Ele diz que possui mais de cinquenta, mas, tenho minhas dúvidas. Talvez seja um autor afetado diretamente pela literatura de conteúdo, talvez não. Também podemos cogitar, pelo nível de arrogância e egocentrismo presente na matéria que seja daqueles autores que julgam ter obras perfeitas; só a dele presta, o resto é lixo.

      Então fica a questão: Qual é o intuito dessas duas últimas publicações? Crítica não me dá dinheiro, não me rende ibope, não me rende leitores. E um autor sem leitores é um autor sem carreira. Talvez seja esse o motivo da mágoa do criador de conteúdo. Até mais.

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