Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

8 regras de etiqueta da escrita.

literatura fantástica brasileira

Por Astrid Underground.



Em minhas andanças pela internet me deparei com um texto muito interessante na página Cabine Literária e resolvi compartilhar com vocês.


Além de bem humorada a autora do texto aborda questões bastante interessantes em relação a quem atua dentro do meio literário.

Transcreverei o texto na íntegra, logo abaixo, mas copiar um texto com todas suas configurações é um porre, e também não publiquei com as "imagens engraçadinhas" que ajudam na assimilação das informações, então é possível que não fique muito bom.

Caso prefira ler o texto em sua "versão original", acesse a página do Cabine Literária.

...

No meu primeiro post aqui no Linhas Tortas eu falei sobre paciência e no segundo falei sobre inspiração – além de falar sobre mamilos e morsas e outras coisas importantes. Tudo isso sem querer mastigar alguma regra e colocar na boca de vocês (eca!), como uma mamãe pelicano faria.
MAS, por mais que eu defenda o pensamento de que não existem regras para se fazer arte, não significa que não existam regras que irão te ajudar a aproveitar melhor a sua campanha na terra das letras, suor e lágrimas.
Tomem nota:

REGRA NÚMERO 1

NUNCA, JAMAIS escreva com os cotovelos em cima da mesa. Você não está dirigindo um caminhão Scania na BR! Você quer ser Edgar Allan Poe, não o Pedro & Bino (que são uma entidade só, tipo o Sandyjúnior).

REGRA NÚMERO 2
NUNCA mastigue em cima do teclado. Isso é rude. É tanta migalha que se aloja entre as teclas, que dá pra você montar uma versão miniatura do Mercado Municipal da sua cidade só com as amostras de condimentos e grãos armazenados.

REGRA NÚMERO 3

ESCREVER DE (somente) CUECA SAMBA CANÇÃO OU DE CALCINHA BEGE ESTÁ FORA DE COGITAÇÃO! E se alguém vier até sua casa te entregar o Prêmio Jabuti? Ou o World Fantasy Awards? Ou o Hugo? Ou o Nebula? Ou todos esses juntos? É assim que você vai receber a comissão e a imprensa, é?

REGRA NÚMERO 4

Sempre que você for escrever mais um pouco, avise a todos nas redes sociais que você está indo escrever. Aí, você espera um pouco só para ver quantas curtidas seu post recebe. Responda aos comentários, todas as notificações que vão advir desse seu post e aproveite para dar vida para alguém no Qualquermerdacrush. Aí, quando você tiver a certeza que as notificações pararam, você vai escrever de verdade – o que você poderia já estar fazendo há uma ou duas horas atrás, claro. Porque é mais importante dizer que vai fazer do que fazer de fato, claro².

REGRA NÚMERO 5

Use luvas macias para digitar. Ninguém gosta de sentir pontas de dedos calosas na hora do aperto de mãos em seus lançamentos. Ou use cremes Loccitane.

REGRA NÚMERO 6

Sempre receba os elogios com um educado e nada enfático: :-) . Não troque muitas palavras e não se envolva tanto com a ralé leitora. Eles te mandam elogios, mas em troca querem a sua atenção. ARGH! E por mais que você também queira, é impensável que você aja como uma pessoa normal na frente deles.

REGRA NÚMERO 7

Nunca acorde o dragão.

REGRA NÚMERO 8

Nunca coloque Pokémon do tipo elétrico contra Pokémon do tipo Ground/Rock. É feio, é burro, é noob.
Agora, sério. Todas essas regras falsas (melhor explicar, né? Vai que alguém acredita.) são apenas para lembrar vocês de uma coisa:
Ninguém gosta de tanta seriedade, de tantas regrinhas, de tantas exceçõezinhas que você insiste em deixar claro que são suas particularidades. Você também não precisa se esforçar para alguém gostar de você, mas a partir do momento em que você quer escrever e vender seus livros… bom, entendeu, né? Poucas pessoas são amadas mesmo sendo um porre.
E não confunda falta de educação com “autenticidade” (alguém falou algo assim no Facebook esses dias, e eu concordei plenamente. Mas não lembro quem foi! Desculpe!). Rosnar o que você pensa o tempo todo sendo grosso e rude não é ser original. É ser escroto, mesmo. Tem coisa que ninguém te perguntou, e vale mais a pena você guardar na sua cabeça dourada e rever se aquilo é algo que você realmente pensa ou se isso é algo que você usa como desculpa por estar frustrado com algo ou alguém. Complicado, mas é por aí.
Não se leve tão a sério, e guarde suas manias para transformá-las em ficção, assim como o Woody Allen transforma as chatices dele em roteiro.
Seja legal. É simples, é só não encher o saco de ninguém.
(essa é uma dica bônus pra vida, não só para sua carreira na escrita)
Comentem! Compartilhem! Digam o que vocês querem ver aqui nessa coluna!
Beijos da Mamãe Pelicano.
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Entre em contato: litfanbr@gmail.com

Um comentário:

  1. Concordo que o blog deu uma congelada mesmo, mas esse lance da página "A Nova Literatura Fantástica" só pode ser piada né?

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