Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Editores e suas atitudes medíocres.


Por Fido Dido.

Acompanho o blog já faz tempo e ele sempre elucidou várias questões que até então permaneciam obscuras para mim, um mero aspirante a escritor.

Não imaginei que algum dia chegaria a escrever alguma coisa pra cá, mas percebi que os organizadores da página dão essa abertura aos seus leitores então resolvi aproveitá-la para esplanar sobre algo que vivenciei há pouco tempo.

O blog tem uns personagens já carimbados e que aqueles que o visitam com frequência sabem quem são eles.

Tenho alguns contatos no Facebook que, por coincidência, tem alguns desses personagens em seus contatos e isso sempre me despertou curiosidade.

Será que o cara é ruim mesmo? Será que ele é escroto mesmo? Será que ele é bom mesmo?

Eram perguntas que não me saiam da cabeça, mas que não tinha como ter resposta para elas.

Certa vez perguntei para um desses meus contatos: Você tem fulano na sua lista do Facebook, o cara é gente boa?

O que me deixou surpreso, por vários motivos, foi a resposta que ele me deu: Olha, não tenho nada contra ele, o cara até é gente boa, mas como ele é meio queimado no meio literário, se as outras pessoas verem que eu interajo com ele, posso me prejudicar, então não costumo curtir ou comentar no que ele publica.

Primeiro fato: o cara ser gente boa. A impressão que se tem, principalmente por causa de tanta coisa que se fala dele, é de que o cidadão é um ogro.

Segundo fato: esse meu contato ser um bundão. Pô, ele não interage com o tal escritor, mesmo gostando dele, por medo de se prejudicar? Mas quem prejudicaria ele por causa disso?

Aquilo me instigou ainda mais e eu fui lá e adicionei o tal "queimado", que de "queimado" não tem nada, o cara é puta branquelo (ops).

Não demorou muito e ele me aceitou, daí eu pude ver suas postagens e notei que realmente ele tem uma visão bastante radical sobre alguns assuntos, mas fora isso não aparentava ser má pessoa.

Fui puxar papo com ele e fiquei impressionado com a forma como ele me tratou: muito simpático e atencioso e que até se propôs a me ajudar em alguma coisa relacionada ao livro que estou escrevendo, se precisasse.

Então fiquei pensando em como o meio literário pode ser mais escroto do que o "mundo real", ou se parece com ele mais do que devia.

Quando você pensa no meio literário vem na sua cabeça a ideia de pessoas esclarecidas, bem informadas, unidas, que lutam pela liberdade de expressão, mas aos poucos vai notando que tudo o que é lido aqui no blog é exatamente a verdade: o meio é formado por muita gente oportunista, invejosa, desqualificada, hipócrita e covarde.

Quer dizer então que para um autor "ficar bem na fita" com os editores ele tem que selecionar suas amizades? Ele não precisa só escrever bem, mas também ter sua lista de amigos aprovada?

Um autor assim então vende sua alma pro diabo em nome de um contrato, já que ele se sujeita a ter seu círculo de amizades monitorado por um editor. Será que ele deixa o editor escolher o que ele come, veste ou com quem ele vai transar também?

Fui atrás, aquilo estava me dando cólicas, e algumas suspeitas apareceram, mas apenas uma se confirmou.

Sabem quem é um desses editores?

Eduardo Bonito, editor da Literata.

Nunca tive nada contra ele, a editora ou quem publica com ela, embora algumas coisas nela me incomodem, mas saber desse tipo de comportamento do cara me deu nojo.

E não é só ele, tem mais gente que faz a mesma coisa, só não sei ainda quem.

Mas quando descobri isso pude entender melhor uma situação que presenciei na bienal: na noite em que Lord A, o autor do livro Mistérios Vampyricos, estava divulgando e autografando sua obra esse sujeito, o Eduardo Bonito, ficava como uma mariposa rodeando o autor e ficou no maior vácuo da história ao estender a mão para cumprimentá-lo e este sequer lhe deu atenção, deixando ele com cara de otário.

Bom, pelo que parece, quem é que está "queimado" dentro do meio literário?

Todo mundo que não possui uma literário-dependência de gente como esse Bonito, entre outros podres do meio, não se sente na obrigação de ser legal com eles, e é isso que os deixa putos. Eles adoram ver isso que se denomina escritor (porque um escritor de verdade não age assim) ficar mendigando para que publiquem seus livros.

O caráter do Eduardo Bonito já era questionável desde quando ele resolveu abrir espaço em sua editora para um autor medíocre que tem por aí. O cara escreve mal, escreve errado, desconhece estilo e técnica e mesmo assim é aceito na "editora". Bastidores da literatura. O cara só entrou na editora porque fazia capas de graça para os outros escritores da tal Literata, e ainda faz, tanto que tem gente lá dentro que defende o trabalho do infeliz com unhas e dentes, mesmo sendo uma merda.

Em relação a esse "autor", que é um outro dos personagens aqui do blog, só dá pra sentir pena porque todo mundo se aproveita do cara, finge que gosta do que ele escreve, mas por trás riem da cara dele, como se fosse o bobo da corte. E não estou inventando, eu já estive presente em ocasiões em que isso aconteceu, e não foram uma ou duas.

Mais enojante ainda é quem fica se aproveitando dele porque faz capa de graça. Quem? É só ver quem tem capa dele, não é difícil. E o curioso é que são os mesmos que o endeusam.

Pois é, aos poucos estou me familiarizando com esse meio literário e ele está beeeeeeem longe de ser um ambiente acolhedor, simpático e agradável, mas devagarinho vou aprendendo a separar o joio do trigo.

E, por experiência própria, dou um conselho: não se deixe levar pela opinião dessa gente que tem o rabo preso e que não cansa de levar cuspida na cara, procure conhecer quem está fora da rodinha, você pode, assim como eu, se surpreender.

Entre em contato: litfanbr@gmail.com



6 comentários:

  1. Pô, quem será que é esse capista? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

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  2. Cara, eu nem ligo.

    Uma vez uma pessoa me disse (nem lembro quem) que eu não devia ter o Oscar na minha rede de colegas escritores porque ele é polêmico e porque o blog LitFan é odiado. Que isso iria me queimar. Dei os ombros. Ninguém manda em quem eu tenho de amigo ou não.
    O Oscar não lê a minha literatura (literatura gay) mas sempre a respeitou. Isso pra mim basta. O litfan é um blog que eu curto ler, e ninguém me diz o que eu leio ou não.
    EU faço o meu trabalho, respeito todo mundo, apesar de já ter sido desrespeitada. Ajudo todo mundo no que eu puder, e não tento prejudicar ninguém. Então, por mais que mtos saibam que eu gosto do Oscar e dos livros dele, ninguém me persegue por isso.

    No mais, pouco comento porque não conheço quase ninguém de editores, capistas, etc. Minha capista, por ex, trabalha pra fora do país. Editores, só a maravilhosa Adri Vargas, que todo mundo gosta porque se recusa a entrar nessas polêmicas de panelas.

    E vamos que vamos, que no andar da carroça as melancias se ajeitam.

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  3. Agradeço pelas palavras e pela amizade Josi, quem dera todos tivessem o caráter que você tem, de não ser "Maria vai com as outras" e pensar de maneira autônoma.
    Quando eu e meus colegas criamos esse blog muita gente virou a cara pra mim, vestiu carapuças e atribuiu a mim a autoria de matérias de terceiros. Mas isso foi bom porque extirpei da minha vida pessoas falsas e oportunistas, que não me fazem falta alguma.
    Em relação à essa matéria o que eu posso dizer é que o citado não me surpreende em nada. Esse Eduardo Bonito, pra mim, sempre foi um babaca que fala de mim sem sequer fazer ideia de quem eu seja ou da qualidade do meu trabalho. Por que fala de mim? Não sei, talvez por eu nunca ter ido mendigar para que publicasse algum trabalho meu.
    Trabalhar de forma autônoma, sem dever favores a essa gente do meio literário desperta a ira e a inveja delas, e nesse ponto, Josi, somos semelhantes, pois fazemos o nosso e que se dane o resto.
    E quanto ao capista, acho desnecessário fazer algum tipo de comentário, pois a minha opinião é a mesma da maioria.
    E bola pra frente, enquanto a caravana passa, a cachorrada late.

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  4. Olá, sempre venho aqui, embora nunca comente. Bom eu não sei quem são as pessoas em questão, nem desconfio, o fato é que resolvi comentar por ter me identificado com a situação. Eu tinha medo do Oscar, não sei explicar direito, mas tinha. Um dia resolvi falar com ele e o que descobri? Um cara legal, engraçado e que nada tinha do cara que eu tinha medo, pelo que lia a respeito dele.

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  5. Não sei porque tão falando do Oscar, só tem ele de ogro no meio literário?
    Eu poderia citar pelo menos uns três.

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  6. Realmente, ninguém perde por deixar de trabalhar com a Literata, que já é editora carimbada aqui. Porra, mas não perde mesmo.
    Tudo mundo sabe que eu leio e inclusive apoio este blog, compartilhando uma ou outra coisa abertamente nas redes sociais.

    Acontece que este blog me orientou bastante sobre como tomar cuidado com editoras. Mesmo assim, me fudi total com editora, motivo pelo qual até hoje o meu livro não tem o seu segundo e último volume publicado.

    Então resolvi me tornar independente e mandar todo mundo tomar no cú. Só existe eu e os leitores.

    Agora sobre as figuras aqui comentadas, confesso que cheguei a elogiar duas capas antes de saber quem as produziu. E o cara lá pode não ser muito bem referenciado pelo trabalho dentro dos livros, mas tem algumas coisas interessantes do lado de fora deles. Não conheço o cara, nem nada, mas justiça seja feita.

    E assim vamos seguindo nessa estória que é a literatura brasileira... do jeito que eu gosto: Um cenário ocupado por personagens que desenvolvem uma narrativa, resultando em uma trama.

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