Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Debatendo com asnos.


Por Astrid Underground.

"Vocês falam merda dos caras porque são uns recalcados", "vocês tem inveja por não saberem escrever como eles", "eles são muito melhores que qualquer porcaria que vocês já escreveram", "seus idiotas, eles são sinônimos de qualidade", "pelo visto, vocês só querem ganhar visitas para esse blog lixo de vocês, com suas matérias polêmicas", "esperava mais desse blog quando decidi acompanhar seus textos", "para fazerem qualquer julgamento vocês tem que ser no mínimo iguais ou melhores que eles", "deve ser triste você ter que sobreviver falando mal de talentos nacionalmente reconhecidos", "enquanto vocês falam mal deles, seus livros estão vendendo horrores", "se fossem ruins, não eram famosos e nem teriam uma legião de fãs", "seus textos provam como vocês são desprezíveis", "nunca ouvi falar de vocês, nem conheço seus trabalhos, mas o dele é muito melhor que o de vocês", "quem é você mesmo? aposto que é uma bixa enrustida"…
Esses são os tipos de comentários que recebemos no blog, mas que não publicamos.
E por que não publicamos?
Primeiro porque o que está em questão não somos nós, que escrevemos para o blog. Se querem espernear, ofender e tentar nos difamar criem uma página tipo "Os merdas do blog LitFan" e despejem lá sua diarreia mental.

Segundo porque não ficaremos dando voz àqueles que ao invés de apresentarem algum  argumento que nos convença do contrário daquilo foi escrito apenas lançam insultos sem fundamento algum (até porque sequer nos conhecem).
Gente teoricamente crescida e literariamente mais encorpada (afinal, idolatram escritores grandiosos, de escrita rebuscada e enriquecedora) fazendo "mimimi" por conta de algo que escrevemos a respeito dos seus escritores queridinhos.
Gente com barba na cara! A reação de alguns fãs (ou simplesmente puxa-sacos) por vezes é tão histérica que dá a impressão que escrevemos que “A Bíblia idolatra o Diabo” ou algum absurdo semelhante.
Não, apenas escrevemos o que é evidente, mas que ninguém tem coragem de dizer. Tornamos público aquilo que todo mundo pensa, mas fica nas rodinhas de eventos literários onde risinhos sarcásticos surgem pelas costas das “entidades literárias” em questão.
Será que está rolando uma diminuição no nível de testosterona desta geração? Tá faltando "cojones"?
Ah, antes de continuar, tenho que confessar: dou muitas risadas com todos os comentários negativos em relação a mim, ao que escrevo, aos meus companheiros ou ao blog. Ou achavam que nós chorávamos eu enchíamos a cara diante das imbecilidades que escrevem?
A premissa do blog desde sua criação foi realmente essa: despertar nas pessoas exatamente isso, que o leitor/escritor/editor saia da sua “zona de conforto quentinha e feliz” e se manifeste. Contra ou a favor, isto não importa. A tomada de posição é que se torna interessante para nós.
Queremos que as pessoas pensem, coloquem a massa cinzenta para funcionar.
Será que o cara é ruim mesmo? Será que isso que eles escreveram é verdade? Falso ou verdadeiro? A editora tal ferra mesmo com os escritores? Será que o cara dá ré no quibe? Será que essa conversa aconteceu mesmo? Será que ele é negro mesmo ou passa graxa na cara?
Nenhum de vocês, assim como nenhum de nós, detém a verdade. Fatos, acontecimentos, são apresentados, e cada um apura da maneira que lhe convém.
Querem acreditar? Ótimo.
Não querem? O problema é de quem?
Querem permanecer nesse ostracismo, engolindo toda essa merda sem questionar nada? Parabéns, é uma opção sua, dane-se.
Mas em relação a esses comentários toscos em que pessoas adultas usaram uma argumentação tão pífia e infantilóide, cabe uma reflexão: mais do que estagnada, nossa sociedade está regredindo intelectualmente como um todo?
A maneira como os fãs se comportam nos dias de hoje traz embutida uma raiva contra quem se recusa a abaixar a cabeça e dizer "amém". Isto exemplifica a era em que vivemos, na qual qualquer crítica, por melhor embasada que seja, é recebida como grave ofensa pessoal.
Tudo fica mais grave quando estes pastiches de dogmas são oriundos de pessoas que aparentemente se recusam a crescer emocionalmente. E isto vale para todos: de quem ama a literatura fantástica ao ardoroso leitor de “literatura hot”. Pessoas de 30, 35 anos de idade escrevendo como uma criança de 14. É tudo tão infantil que chega a preocupar…

Impossível não vir à mente o caso do Levy Fidelix que, por expressar abertamente sua opinião (por mais esdrúxula que seja) foi crucificado nas redes sociais como se ele fosse o anticristo dos gays.

Nós somos o anticristo dos escritores medíocres e, por não termos a mesma opinião da massa acéfala manipulada, não temos o direito de expressar nossa opinião.

Democracia, amigos, vivemos em uma democracia e nela todos possuem a liberdade de expressar suas ideias, mesmo que elas não agradem a maioria (no caso, os leitores/escritores/editores puxa-sacos).

Muitos dos antigos colaboradores deixaram de escrever para o blog pelo simples fato de terem se cansado de "dar murro em ponta de faca". Mas, para o desespero daqueles que sentem-se atingidos pelo que aqui é publicado, ainda há quem, como eu, que prefere acreditar que ainda vale a pena esfregar a merda na cara de quem trata a literatura de forma indevida, de quem oferece lixo aos leitores, de quem se aproveita do meio literário apenas para enriquecer.

Se o que publicamos merece ou não credibilidade, basta que apurem os fatos, e verão se escrevemos mentiras ou não, é simples.

Não percam seu tempo comentando besteiras, porque não mais serão publicadas. "Ah, mas vocês pregam a liberdade de expressão e censuram os comentários". Sim, nos reservamos esse direito, a menos que a diarreia mental seja publicada com a pessoa se identificando, porque publicar merda anonimamente é fácil. Ou se no comentário houver algo construtivo que não sejam meros insultos motivados pela histeria de gente babaca.
A capacidade de argumentação das pessoas se torna cada vez mais reduzida. Palavras como "inveja" e "recalque" aparecem com uma frequência assustadora em qualquer debate. Do jeito que a situação caminha, no futuro a chupeta será um acessório tão imprescindível quanto o celular… 
Entre em contato: litfanbr@gmail.com


5 comentários:

  1. Concordo!

    Estou abismado com o fato de que muitos da minha geração (nascidos no final da década de 70 até o fim da década de 80) se tornaram verdadeiros adultos "pau-no-cú".

    São pessoas que falam, gritam, espermeiam, mas não tiram um segundo para parar, escutar e refletir se aquilo que foi dito ou escrito é realmente verdade.

    Não falo só do blog litfan não, É uma coisa generalizada!

    Outro dia eu (por ser ex-militar) reprovei a atitude de um cara ter postado publicamente, uma foto dele empunhando uma arma de fogo. O cara falou que era instrutor de tiro, que não tinha lei que o proibisse daquilo, me xingou e só faltou me engolir.
    Eu desfiz a amizade no facebook e deixei pra lá. Depois que a coisa começou a dar merda, ele ligou para um amigo meu pra dizer que terceiros estavam aproveitando o meu comentário para malhar o pau nele e queima-lo no mercado de instrução de tiro, a ponto do meu amigo me ligar pra saber o que havia acontecido.

    Quem é que nunca reconhece o próprio erro, que quando se envolve em uma enrascada, busca culpados, e depois começa a juntar os amigos para buscar apoio contra estes que ele resolveu culpar?

    Moleques, minha gente. Verdadeiros moleques na casa dos trinta anos de idade. E no caso específico, um moleque que exerce a função de educar no uso de armas de fogo. Para formar outros moleques armados???

    O cara chegou a contratar um advogado para ver a possibilidade de me processar. Dá pra acreditar?
    Não seria muito mais fácil, parar, pensar, avaliar, refletir e reconhecer aonde está o erro?

    Apenas homens e mulheres fazem isso. Crianças não!

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  2. É exatamente por isso que deixei de contribuir com o blog e o faço somente em casos excepcionais: a falta de argumentos de quem vem comentar aqui.
    Embora algumas matérias auxiliem aqueles que estão adentrando o meio literário não perco mais o meu tempo criando matérias para cá pois tudo o que recebo em troca são falácias de puxa sacos e de gente tapada.
    Recentemente soube que o tal Eduardo Bonito iria me processar por causa de matérias que foram aqui publicadas a respeito dele, como se eu fosse o responsável.
    Esses palermas acham que eu sou o único insatisfeito com as patifarias que pessoas com ele promovem? Sou o único que mete o pau neles?
    Fica fácil me pegar para bode expiatório, se quiser me processar fique a vontade, não devo nada a ninguém.
    Só gostaria que idiotas como ele fossem homens o suficiente para falarem na minha cara o que ficam resmungando por aí pelas minhas costas.

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    1. Cara, eu sei que você se queimou bastante por conta das postagens na Litfan.
      Te admirava bastante pela sua coragem e tudo mais, por isso te adicionei no Facebook.

      Mas fala sério. Você iniciou uma discussão comigo só porque eu comentei um vídeo que você postou... sério mesmo??? Eu só comentei porque achei a sua postagem legal. Tenha calma, cara.

      Agora sei bem quem é o Oscar Mendes Filho, e passo a acreditar em muitas coisas que ouvi falar de você. Eu pensava que comentavam tudo aquilo apenas porque não concordavam com suas opiniões, mas vejo que você é um ser humano intragável mesmo.

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    2. Bom, queimado ou não faço mais sucesso do que muito escritor "queridão" da panela literária.
      E é bom mesmo você saber quem eu sou, intragável, anti-social, mau-humorado e que não deve nada pra ninguém.
      Eu nem sei quem você é, se escreve ou deixa de escrever e sobre o que escreve, então esqueça da minha existência que é o melhor que você faz.

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  3. Chutenacara.com.br29 de outubro de 2014 22:11

    Só um aviso: não vou ficar aprovando comentários de bate-boca aqui no blog.
    Quem tem desavença e quer quebrar o pau que o faça por e-mail, no Facebook, no Twitter ou no raio que o parta, não importa quem seja.
    O blog não foi feito para lavação de roupa suja.
    Espero ter sido suficientemente claro.

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