Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Resumão da Bienal 2014.


Por Equipe Literatura Fantástica Brasileira.

O grande número de visitações à Bienal de 2014 mostrou que é grande o interesse do público pela literatura, ainda que menor se comparado ao de outros países, mesmo que esse interesse tenha se mostrado maior em relação aos autores estrangeiros. Mas isso já era esperado e não chega a ser novidade.

Embora o sucesso tenha sido grande, o número de visitantes foi menor do que o da edição de 2012, mas devemos levar em conta que essa última teve um dia a menos de duração, além do número menor de expositores.

As editoras e os editores usaram das armas que dispunham para atrair os olhares do público para seus stands, como pessoas caracterizadas de acordo com os personagens dos principais livros expostos. Em virtude disso pode-se ver sereias, bruxas, vampiros, anjos bombados e etc presentes à bienal, cada qual atendendo aos anseios do seu público-alvo.

Alguns autores se limitaram a fazer o que de melhor sabem na vida: desenhar para os leitores que adquiriam suas obras. Sim, como escritores, eram ótimos ilustradores (?????).

Alguns editores assemelhavam-se à mariposas, sondando autores das concorrentes ao perceberem seu potencial de vendas. Mas isso faz parte do mercado, cada um que cuide do seu ou, utilizando o velho jargão: quem não dá assistência abre concorrência.

O valor elevado para se estacionar nas dependências do evento desencorajava quem pretendia usar veículo próprio para chegar até ele, o que tornou a situação complicada em vista da carência de transporte coletivo, além do trânsito nas imediações.

Os banheiros femininos não deram conta da demanda, até mesmo porque a presença feminina na bienal era bem maior que a masculina.

Uma coxinha e um refrigerante por quinze reais chega a ser caso de polícia, e feliz foram os mais calejados em bienal, que levaram seu próprio lanche e assim não dependeram exclusivamente do que era ali oferecido.

A ausência de sinal para os leitores de cartões de crédito complicou as vendas, e esse foi um ponto bastante criticado tanto pelos expositores quanto pelos visitantes. Muita gente evitou levar dinheiro em espécie, para evitar furtos, e diante da impossibilidade de utilização do cartão acabaram se frustrando em não poderem adquirir os exemplares que pretendiam.

Roubo de celulares e até mesmo de livros dos stands foram um ponto bastante negativo. Ainda que a quantidade de seguranças no evento fosse dobrada creio que não daria conta do caso. A muvuca causada pela enorme quantidade de gente era um sinal de que isso pudesse acontecer. Talvez se os responsáveis pelos stands se preocupassem mais em zelar pelos exemplares expostos ao invés de ficarem fazendo “selfies” ou trocando figurinhas com “miguxos” a situação pudesse ter sido outra.

Não foi noticiada nenhuma briga causada por editores desequilibrados e nem porradaria entre possíveis desafetos dentro do meio literário, o que já indica haver maior bom senso entre os que dele fazem parte.

Diante disso tudo podemos concluir que foi um evento razoável, entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

Até agora não recebemos nenhuma denúncia que nos faça pensar o contrário.

Parabéns aos expositores e visitantes, e que os pontos negativos sirvam de alerta aos organizadores, tantos dos stands quanto do evento em geral, para que se atentem mais a eles e possam minimizá-los na próxima edição.


Entre em contato: litfanbr@gmail.com


3 comentários:

  1. Este post não vai dr comentários. O povo gosta é de Barraco.
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  2. Sei que o assunto já está desgastado mas ele tem que se fazer recorrente: continuo achando uma pena o Oscar Mendes Filho não ter ido na bienal.
    Adoraria ver a cara do Walter Tierno e do Eddy Khaos ao se encontrarem com ele por lá.
    Melhor ainda seria se eles recebem dele uns bons pés no ouvido.

    #chateada

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  3. É interessante que as pessoas que estiveram no evento comentem o que acharam.

    Houve uma mera possibilidade de eu ter estado nesta bienal, mas mesmo que esta oportunidade fosse confiável, eu não iria haja vista que perderia cerca de uma semana de trabalho em minha profissão para ir à bienal e vender 40 livros?

    Não há a menor chance disso acontecer. E diga-se de passagem, a semana da bienal foi também a melhor semana do ano em meu escritório (Clientes novos e etc). Então dificilmente deixarei de trabalhar para ir a um evento literário longe de onde moro.

    Perdem os leitores?
    Não exatamente, afinal, quem conhece o meu trabalho sabe muito bem onde encontrá-lo.

    www.diariodekalyn.blogspot.com

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