Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Literatura romântica: a extinção.


Por Equipe Literatura Fantástica Brasileira.


Estamos transcrevendo essa matéria publicada no site Webinsider para que os autores possam ter uma ideia de como funciona o mercado editorial hoje em dia.

Acesse o link para visitar a página.

Infelizmente ela praticamente assassina de forma definitiva aquela visão romântica sobre a literatura que muitos escritores novatos, ou aspirantes a escritor, ainda possuem.

Por Pablo Massolar.

Marketing é o conjunto de ferramentas que tenta estudar, entender e atender às necessidades e desejos dos consumidores, criando produtos e serviços que as pessoas realmente queiram adquirir. Não se cria (pelo menos não se deveria criar) produtos que ninguém queira comprar. É função do marketing descobrir que tipo de produto é melhor aceito pelo mercado e qual é o melhor jeito de apresentá-lo e divulgá-lo.

É seu trabalho, também, ajudar a pensar em toda a cadeia de produção e distribuição do produto ou serviço. Todo mundo pensa que o trabalho do marketing começa quando o produto está pronto. Na verdade não é assim. Em resumo, o que o marketing faz é observar o mercado, tirar o produto da cabeça dos seus produtores e entregá-lo pronto na casa do consumidor final. É um trabalho muito mais complexo.

marketing editorial utiliza as ferramentas tradicionais do marketing e as aplica no planejamento e elaboração de estratégias para atrair, manter e desenvolver um bom relacionamento com clientes, neste caso, leitores.

Quando falamos da área editorial não pensamos somente nos livros, mas também em todas as plataformas físicas, virtuais e eletrônicas utilizadas para gerar e entregar informação, literatura ou simplesmente conteúdo de entretenimento.

Antigamente os editores publicavam os livros muito mais por feeling e gosto pessoal do que por conta de uma pesquisa de mercado mais aprofundada, voltada para entender o real desejo do seu público consumidor. No máximo, restringiam-se a identificar e lançar produtos dentro da linha editorial da empresa.

Era comum o editor lançar os livros que ele, por gosto pessoal, queria ver na prateleira e não necessariamente o que o público realmente estava interessado em comprar e ler. Este perfil de editor está em extinção. Hoje as mesas do gestor de marketing e do editor, durante a escolha dos textos a serem publicados e lançados, estão cada vez mais próximas e integradas. Cada vez mais se pensa no leitor como consumidor, procurando entender seus hábitos de leitura e, consequentemente, hábitos de consumo. Os livros e produtos estão cada vez mais segmentados, personalizados e focados no seu target/público alvo.

Em sua atuação, o marketing editorial identifica as oportunidades e ameaças no mercado editorial, por meio de pesquisas de mercado, teste de público, planejamento estratégico e inteligência de mercado. A partir desses passos, o estudo realizado indica os melhores caminhos para lançamentos de livros, revistas, jornais, conteúdos de TV, rádio, internet e, mais recentemente, e-books e games.

Todo esse aparato de marketing é para ajudar a editora ou a empresa de comunicação na obtenção de mercado (share) e de mais lucro, afinal empresas existem para gerar lucro, correto? Desta forma o marketing editorial ajuda na definição e construção das melhores abordagens, linguagens e plataformas, orientando-se através dos seguintes pontos de vista:

Produto: se será um livro, uma revista, um jornal, mídia eletrônica, mídia virtual, aplicativo ou tudo junto;

Formato: se será entregue impresso, virtualmente, em vídeo, áudio etc.;

Preço: quanto será cobrado e se o mercado está disposto a pagar;

Tamanho do mercado: se a distribuição será internacional, nacional ou apenas regional;

Público-alvo: detecta o mercado a ser atingido e em consonância com a política editorial da empresa. Identificará basicamente idade, renda, sexo, hábitos e grupo social para quem se destina tal produto;

Concorrência: estuda concorrentes diretos e indiretos do produto e tenta se antecipar a outros lançamentos, tecnologias e tendências de mercado;

Promoção: pensa estrategicamente na publicidade, propaganda e relações públicas, além do planejamento de vendas e distribuição.

O livro, enquanto produto, está crescendo e ganhando outros braços e formas, ou seja, o livro vira continuação dele mesmo, vira teatro, vira cinema, vira seriado de TV, vira game e muitas outras possibilidades. O inverso também acontece e estas “multipossibilidades” e convergência de mídias são cada vez mais fomentadas a fim de que o livro não fique somente dentro do livro.

Há quem diga que no futuro o editor e o gerente de marketing se fundirão num único ser, o chamado “editor 2.0”, que pensará o livro não somente para o livro em si, mas para todo o mix de produtos que podem surgir no entorno da história criada originalmente para o livro. Enquanto este futuro não chega, já é cada vez mais urgente que os dois departamentos, marketing e editor, trabalhem muito afinados. Mas isto é papo para outro texto.

Entre em contato: litfanbr@gmail.com


Um comentário:

  1. Yeah, yeah... Pensaram que iriam ficar sem os meus comentários? Pois eu estou de volta!

    Sobre o post em questão, vale lembrar que todo mundo conhece pelo menos um(a) escritor(a) que tenha abandonado o seu estilo habitual para publicar temas que vendem.

    Eu particularmente acho isso um desespero literário. Mudar completamente o seu estilo por umas migalhas a mais?

    Francamente...

    ResponderExcluir

Pode chorar...