Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

25 de julho: Dia do Escritor.


Por Equipe Literatura Fantástica Brasileira.

Hoje no Brasil comemora-se o Dia do Escritor.
Nós, do Literatura Fantástica Brasileira parabenizamos a todos aqueles que se dedicam à arte da escrita, seja ela dedicada ou não ao gênero Fantástico.
Sabemos, até mesmo mais do que gostaríamos, das dificuldades que todos vocês encontram para publicarem suas obras. Das armadilhas, da pilantragem, da maledicência, da inveja, da falta de reconhecimento e de todos os problemas que enfrentam mas que, ainda assim, não fazem com que esmoreçam diante da ânsia de levarem bons trabalhos aos leitores.
Ao contrário do que muita gente acredita, escrever não é nada fácil.
Escrever é muito mais do que simplesmente contar histórias ou reunir palavas.
Para nós, escrever é muito mais que isso.
Escrever é, sim, contar uma história, mas fazer isso de forma refinada, instigando a curiosidade do leitor, transmitindo-lhe ideias, conceitos e informações, contribuindo para seu crescimento cultural, fomentando sua ânsia de ir mais além no assunto, abrindo-lhe o horizonte para mais e mais conhecimento.
Um escritor não apenas escreve, pura e simplesmente, ele pesquisa sobre o assunto que aborda, trabalha o texto que cria, se preocupa com a qualidade daquilo a que dá vida.
Costuma-se dizer que aquele que se dedica à escrita gosta de ser Deus, dar e tirar vidas, criar mundos, universos, acontecimentos, mas sendo assim, deve primar pela qualidade da sua criação, como o Pai Maior assim o fez, e não trazer à realidade obras de mau gosto, mesquinhas e deploráveis. 
Não incluímos na categoria os analfabetos funcionais que, escorados em coleguismo ou troca de favores, publicam obras de péssima qualidade, com erros grotescos de português, péssimo mal gosto criativo ou qualquer outro artifício que não agrega nada de positivo a quem adquire uma obra sua.
Excluímos do termo "escritor" aqueles que jogam obras no mercado visando pura e simplesmente a promoção pessoal ou o sucesso financeiro, esquecendo-se da qualidade. Não que isso não seja altamente recompensador ao escritor, mas não é o principal.
O que seria o principal?
Isso depende de cada um.
Há escritores que se realizam apenas criando para blog´s, há os que escrevem séries de livros, outros se dedicam aos longos romances, enquanto há também os que preferem os contos. 
Cada qual com suas características e particularidades, mas sempre preocupados com a qualidade daquilo que criam.
Sucesso financeiro e pessoal? Ótimo, hipócrita aquele que nega apreciar isso, mas o verdadeiro escritor se compraz com o sorriso do seu leitor.
Ao longo da existência do blog derrubamos muita gente, arrancamos inúmeras máscaras, auxiliamos muitas pessoas, e nosso trabalho mesmo assim parece ainda estar distante do fim.
Entre em contato conosco, envie sua dúvida ou sua denúncia, assim poderemos algum dia, quem sabe, comemorar realmente um Dia do Escritor feliz.

Entre em contato: litfanbr@gmail.com

2 comentários:

  1. É uma profissão ingrata. Porém, é, ao mesmo tempo, tão compensadora. Ter um filho seu nas mãos, depois de tanto esforço, tanta dor, tanto sofrimento... não há o que pague.
    Meu último livro me tirou a saúde, mas me trouxe o orgulho...
    Enfim... eis uma das piores e melhores profissões do mundo. ♥
    Parabéns a todos nós, deuses de nossos próprios mundos.

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  2. Aqui no Brasil é estranho se referir a palavra escritor como profissão, isso porque profissão é o que a maioria dos que exercem, o fazem para viver. E talvez 99% das pessoas que escrevem aqui no Brasil não vivem disso simplesmente porque não tem como.
    Contudo, escrever não deixa de ser gratificante mesmo dentro de nossa realidade.

    E que realidade é essa?

    Tenho mantido contato com pessoas que trabalham com quadrinhos e que enfrentam problemas parecidos com os nossos. Ou melhor dizendo, praticamente os mesmos problemas.
    De qualquer forma eu soube que no Japão, onde os quadrinhos são muito populares por exemplo, existem publicações voltadas a divulgar trabalhos recentes.

    Uma das mais famosas é a revista Shonen Jump, que seria mais ou menos equivalente as nossas fanzines. O que faz sucesso na Jump segue para a segunda fase, que é a publicação individual, os famosos mangás. Se fizer sucesso nos mangás, recebem uma série animada, e se esta fizer sucesso, surgem os filmes de animação ou não.

    A julgar pela quantidade de animações que o Japão lança todos os anos, imagino que o total de publicações de revistas como a Shonen Jump seja realmente gigantesca. E estes caras devem prezar pela qualidade, ou a revista não seria tão famosa.

    Agora pergunto se os editores japoneses de publicações importantes como esta deixariam trabalhos de péssima qualidade mancharem as suas páginas por conta de relações de coleguismo ou o que quer que seja. Realmente acho muito difícil. E talvez isso explique o motivo de não termos grandes publicações do tipo por aqui.

    E o que quero dizer quando menciono "grande publicação"?

    Vamos imaginar que alguém aqui resolva criar uma publicação voltada a apresentar recentes trabalhos de autores nacionais. fazendo sucesso na fanzine, segue para uma publicação maior, depois mini séries e pro fim, os filmes nacionais.
    Creio que nosso herói precisaria de pelo menos 10 anos trabalhando duro e tomando giromba do capeta todo santo dia, mas deixando passar apenas obras e qualidade em sua revista.

    Assim, tendo uma publicação considerada grande, ele será assediado por inúmeros autores que não conseguiram cortar o caminho para fazer suas excelentes obras irem direto para o cinema. Então decidiram forçar seus trabalhos em publicações famosas por revelar grandes talentos. Mas nosso herói só aceita trabalhos de qualidade e acaba recusando as propostas.

    Então de uma hora para outra, ele começa a sofrer sanções e boicotes de autores, editores, publicitários, patrocinadores e até ameaças de morte. Logo, não vê alternativa a não ser abrir exceções para manter sua publicação no ar.
    A qualidade do seu trabalho cai drasticamente, os leitores notam e começam a abandonar a revista que entra em fase de decadência.

    Ok, e algo realmente fantasioso, mas não seria plausível presumir que nosso país não possui nenhuma publicação grande como a Shonen Jump japonesa pelo mesmo motivo que o Brasil está entre os mais corruptos do mundo?

    E porque estou falando tudo isso afinal?
    Resposta: A realidade Brasileira não favorece e nunca favorecerá uma situação em que o escritor possa um dia vir a se profissionalizar.
    Logo, é importante a cada um de nós reconhecer esta realidade e escrever pelo motivo certo.

    Escrever é muito gratificante e faz bem para alma.

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