Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Boas maneiras no meio editorial.



Por Equipe Literatura Fantástica Brasileira.



O Literatura Fantástica Brasileira tornou-se referência no que se refere ao meio editorial brasileiro e é visitado tanto por quem procura por dicas de como publicar um livro quanto por aqueles já embrenhados no meio literário e gostam de se informar sobre as últimas peripécias de editoras e escritores de caráter duvidoso.

Hoje vamos publicar um texto bastante pertinente e que dá dicas muito boas para o primeiro contingente de leitores citado acima.
Embora volta e meia nos deparemos com algumas matérias um pouco questionáveis na página de onde provém o texto, esse acreditamos ser bastante útil.
Ele foi escrito por Laura Bacellar e o texto original pode ser lido no site Escreva Seu Livro.
Esperamos que o ele possa-lhe ser útil.


Se você acessou este site, imagino que deseje que sua obra seja publicada em forma de livro. Se é este o caso, por favor leia o conteúdo que ofereço aqui gratuitamente, na simples esperança de que mais autores brasileiros consigam encontrar uma editora para suas obras.
Tem quase um livro inteiro de instruções nos links à esquerda, inclusive de como encontrar uma editora sem pagar nada.

A moça aí ao lado em noite de autógrafos é apenas um exemplo entre centenas de autores publicados.
E siga também, por favor, as instruções simples abaixo, que alguns anos atrás seriam desnecessárias por obviedade, mas na atual cultura de rapidez e preguiça tornaram-se essenciais.


Leia antes de perguntar



Editores são profissionais que trabalham com a escrita. Assim, na grande maioria dos casos, o que está lá dito no site da editora é muito exato e pensado, não brotou lá por acaso nem foi copiado de outro lugar.
Se uma editora se dá ao trabalho de expor sua linha editorial, explicar os objetivos de seu catálogo, às vezes até explicitar que tipo de obra ou autor procura, dê-se ao trabalho de ler!

Você não deseja ter sua obra publicada? Então invista tempo e atenção em descobrir o que as editoras querem e quem elas são, oras. Perguntar sobre algo que já está escrito no site indica ao editor que você é desatento ou fraco das ideias, qualidades pouco desejáveis num futuro autor. Meus colegas editores costumam ser ainda menos pacientes do que eu com perguntas idióticas – toda pergunta que já está respondida no site da editora é idiótica – e simplesmente deletar os emails inquiridores.
Metade da razão pela qual os novos autores são mal tratados pelos editores é a forma descuidada com que os ditos autores se dirigem às casas editoriais. Distinga-se da enorme maioria de autores que procuram publicação ao prestar atenção ao que a editora diz de si mesma e de suas obras.


Não queira a sua conveniência



Eu fico sempre espantada quando novos autores, super desejosos de serem aceitos para publicação, ainda assim desobedecem as instruções das editoras para apresentação de originais.
Se a editora pede originais impressos e encadernados, obedeça! Não mande sua obra por email que ela será deletada sem maiores cerimônias. Os editores pedem isso por boas razões, como a de facilitar a leitura e a troca de informações entre pareceristas.

Se a editora pede um resumo a ser cadastrado online, obedeça! Não envie a obra inteira ou um pedaço do primeiro capítulo porque você tem preguiça de fazer o tal resumo.
Se a editora pede um arquivo de sua obra inteira, mais uma vez obedeça! Essa histeria de achar que você vai ser plagiado é ridícula, para um editor é mais barato eventualmente publicar a obra de um autor nacional desconhecido (portanto sem adiantamentos ou luxos) do que se arriscar a pagar um processo por plágio.
O editor pensa mais ou menos isso do autor que não segue as instruções: se você não investe tempo (para ler ou fazer um resumo ou o que quer que a editora peça) ou a pequena quantia em dinheiro (para fotocopiar e enviar sua obra pelo correio), como você quer que o editor invista bem mais tempo em analisá-la e infinitamente mais dinheiro em publicá-la?
Percebe o absurdo? Se você acha que sua obra não vale o esforço de impressão, por exemplo, o editor está mais do que desculpado em achar que ela não vale o esforço de sua leitura profissional.
Cada editora tem lá seu modo de avaliar obras espontâneas, se você quer ter alguma chance de sua obra ser lida e considerada, respeite as maneiras de trabalhar das casas editoriais. O interesse é seu, não delas.


Não faça exigências



Eu já expliquei mas repito aqui para você ter uma noção de onde se encaixa no processo: um editor, qualquer um, de qualquer área, tem muitos mais originais e obras publicáveis à sua disposição do que tempo e dinheiro para publicá-las. O editor tem acesso a livros estrangeiros do mundo inteiro, a obras esgotadas que podem ser renegociadas, a obras de autores nacionais conhecidos e finalmente a obras de autores nacionais desconhecidos, a categoria onde você se encaixa. É um mundo de obras, milhares e milhares de possibilidades.

A sua obra tem chance (sim, caso apresente qualidade e seja pertinente tem chance), mas qualquer deslize de sua parte pode fazer com que a decisão vá contra a sua publicação.
É como prestar vestibular na Fuvest, se você chega atrasado, não há ladainha que convença o fiscal a deixar que entre na sala de exame, mesmo que você seja o próximo Einstein. São tantos os candidatos para cada vaga que os que chegaram na hora com certeza serão suficientes para preenchê-las.
Assim, assuma a atitude correta para ser eventualmente aceito: preste atenção na editora, leia tudo o que ela diz, siga as instruções e não queira que o seu conforto valha mais do que a conveniência da editora. 


E nós, do LitFanBR encerramos com a singela citação

"Se você pensa que ser escritor é vestir-se de forma diferente, falar de coisas 'inteligentes' e colecionar fotos que ressaltem seu ar austero e seu par de óculos, revise sua história. Escrever não é glória. É ofício. É prazer sem público. É aplauso mudo. É quase isto que não é tudo." 

(Flora Conduta)

Entre em contato: litfanbr@gmail.com


4 comentários:

  1. Boas dicas mas vamos reconhecer: não tem tanta graça postagens sem circos pegando fogo para admirarmos.

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    1. Sabemos disso Marco, através da quantidade de visitas dá para perceber. Mas postagens desse tipo só são criadas quando há necessidade.

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  2. Muito bom.

    No caso, o texto cabe ao relacionamento com "lendárias" editoras que possuem filtros e publicam apenas, boas obras. Também não é raro que invistam na publicação.
    Todavia, é preciso lembrar que literatura no Brasil, é um mercado complicadíssimo pra todo mundo, inclusive para editoras, que basta um erro para perder todo o trabalho de décadas.

    Claro que não precisamos valorizar demais, afinal, o trabalho de ninguém é fácil, independente da profissão.
    E para quem segue independente na literatura; é uma grande vantagem escrever tranquilamente, sem editor picareta enchendo o saco, pedindo para você trabalhar de graça. Afinal, direito autoral é como plano de cargos e salários. Todo mundo já ouviu falar, mas poucos viveram o bastante para realmente conhecer.

    Siga e abra a sua própria empresa/editora.

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    1. Na nossa modesta opinião todo escritor iniciante deveria fazer isso, publicar de forma independente, quem sabe assim essas editorazinhas de fundo de quintal aprendem, afinal, escritores de renome não dão a menor atenção para elas.

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