Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Os abacaxis da produção independente.



Por Henry Alfred Bugalho.


Quem leu, nestes últimos anos, meus artigos sobre publicação independente (Henry Alfred Bugalho), deve pensar que encarar a missão de escrever, editar, publicar, distribuir e vender seus próprios livros é a oitava maravilha do mundo.

Enfim, livres da exploração capitalista dos mega conglomeradores editorais, os autores poderão prosperar e enriquecer! Não é isto que você pensou?

Não que eu queira jogar um balde de água fria em seus planos de autopublicação, mas é importante saber onde se está enfiando o pé antes de enfrentar esta empreitada. 



Geralmente, publicação independente não é uma escolha

Excetuando raríssimos casos, ninguém escolhe ser um autor autopublicado.



Antes de tudo, o autor independente é um excluído. Ele provavelmente já deve ter tentado publicar por uma editora comercial, enviando ingenuamente seus manuscritos a uma meia dúzia de editores, certo que seria descoberto naquelas pilhas de lixo literário.

A certeza que motiva qualquer escritor é a seguinte: "sempre haverá alguém que escreve pior do que eu...", e ele acredita que um bom editor saberá separar o joio do trigo, quer dizer, o trigo é ele, o joio são os outros.
Mas depois de receber algumas recusas, ou nenhuma resposta, o que resta para o nosso desiludido escritor?

1 - desistir da carreira literária;

2 - tentar novamente as editoras comerciais para fatalmente ser recusado uma vez mais;

3 - guardar na gaveta seus livros, contos e tudo o mais, para quem sabe ser um dia descoberto pela posteridade;

ou

4 - tentar a publicação independente.

Na maioria das situações, a publicação independente é um ato de desespero, quando o escritor já constatou que ninguém o descobrirá, e quando tudo que ele deseja, anseia, necessita, é que alguém leia seus livros.

É aí que começam a surgir as primeiras dificuldades.

Qualidade é o segredo

A competência do escritor é saber escrever. O escritor não é um diagramador nem um marqueteiro. Não é um contador nem um jurista. Não é um capista nem um ilustrador. Alguns escritores mal sabem utilizar a internet.

Todas estas atribuições estão dispersas no quadro de pessoal de uma editora, cada um cumprindo sua função. Isto é algo que o autor independente deve ter sempre em mente: ele será pau para toda obra, ele terá de fazer tudo por conta própria.

Qualidade é o segredo, jamais menospreze isto.
A escrita tem de ser irretocável, com o mínimo de erros ortográficos ou gramaticais possíveis, a qualidade gráfica do livro também tem de ser invejável, com uma capa atraente e deve existir um plano de vendas.
Se você não se sente apto para enfeixar todas estas funções, contrate alguém e negocie preços melhores. Frequentemente, você terá de desembolsar um extra para atingir certo patamar de qualidade, senão você sempre estará no nível dos amadores, daqueles que não são levados muito a sério.

No entanto, se você acreditar ser competente o bastante para cumprir todas as tarefas, arregace as mangas e faça o melhor que puder.

Solucionando os problemas

Como autor independente, você eventualmente acabará sendo o próprio vendedor de seus livros, negociando diretamente com o leitor.
Esta proximidade pode confundir a cabeça do prezado leitor, lançando a culpa dos males do mundo sobre o escritor.
Como não existe SAC no universo dos autores autopublicados, você terá de ouvir as reclamações e solucioná-las, na medida do possível, para contentar o leitor.
O lema "o cliente sempre tem razão" é seguido com rigor pelos brasileiros, mesmo quando eles não tem razão. Então você terá duas alternativas: 1 - ceder e tentar bajular o leitor até a exaustão, ou 2 - bater o pé e defender os seus direitos como "comerciante".

Já lhe adianto de ater-se a seus princípios e optar pela segunda opção não é nada fácil.

Mesmo se você terceirizar a impressão de livros, através de uma editora sob demanda, os leitores ainda virão reclamar com você se ocorrer algum problema na entrega, ou defeito de manufatura. Nestes casos, tudo que você pode fazer é reencaminhar a reclamação para o responsável, ou avisar o comprador que não é você quem resolve estes problemas.

Arcando com os prejuízos

Considere a publicação independente com a mesma seriedade de abrir um negócio. Você estará investindo tempo e dinheiro nesta brincadeira, com a meta de ter lucro/adquirir visibilidade para seu trabalho.
Todavia, sempre tenha em vista, principalmente em se tratando do ramo de venda de livros, que você pode amargar um prejuízo feio, se não conseguir vender um número X de exemplares.

Para calcular quantos exemplares mínimos você precisar vender para recuperar o dinheiro investido, não precisa ser um gênio da Matemática.
Basta somar o custo de impressão dos livros (se houver. Se for livro digital, já é uma baita economia), os custos do designer, do capista, e do revisor.
Depois, estabeleça o preço de capa do livro para venda aos leitores, subtraia o percentual para a livraria, caso você deixe exemplares em consignação, e divida o valor total de custo pelo preço unitário do livro.
O resultado será o número de exemplares que você precisará vender para reaver o investimento feito.

Por exemplo:
- 4000 reais para impressão do livro, mil exemplares em preto e branco (valor hipotético);
- 300 reais para diagramação e capa, precinho camarada feito por seu amigo que acabou a faculdade de design gráfico e precisa dar um up no portifólio dele;
- revisão de graça, cortesia de sua tia professora de português;
- venda direta ao leitor, sem passar por livrarias, ou seja, sem percentual de consignação.

4000 + 300 = 4300 reais

Você resolve estabelecer o preço de capa a 32,90 reais, pois é um livro grande e interessante, em sua opinião.
4300 ÷ 32,90 = 130.6

Isto é, você precisa vender aproximadamente 131 exemplares para recuperar o investimento feito, sem lucro algum.

Eu lhe asseguro que vender 131 livros não é uma tarefa fácil, principalmente em se tratando de obras de ficção.
Se você conseguir vender todos estes exemplares num ano, e outros 100 exemplares no ano seguinte, você terá um lucro total de 3290 reais. Se dividirmos este valor por 24 meses (dois anos), a sua renda mensal com o livro será de 137 reais.
Você já deve ter concluído que ainda não é a hora de largar aquela sua vaga no funcionalismo público...

No entanto, se você for um fenômeno de vendas independente e conseguir vender todos os mil exemplares em um ano, o seu lucro será 28600 reais, o que não é nada mal.
Contudo, vender mil exemplares de um único título ao ano é uma façanha até para autores consagrados, muito mais para um autor independente. Pode acontecer, mas é raridade.

Engolindo a indiferença

Agora, se a sua meta com a publicação independente nunca foi a de ficar rico nem a de vender milhares de exemplares, mas simplesmente de ter suas obras lidas pelas pessoas, o que é conhecido nos EUA como vanity press (publicação por vaidade), pior do que o prejuízo material dos livros encalhados, é como lidar com a indiferença.

Literatura é artigo de luxo e que a cada dia que passa perde espaço para mídias mais dinâmicas, como a internet.
Mesmo grandes autores tem dificuldades para conquistar leitores, então o cenário é muito menos estimulante para um autor desconhecido.
Publicar um livro, e não importa se é apenas um livro digital para download gratuito, e não ter leitores é a maior frustração da vida de um escritor.

Se você passar por esta situação, então resta 4 opções: 1 - desistir; 2 - tentar novamente as editoras comerciais; 3 - guardar na gaveta seus livros; ou 4 - tentar uma vez mais a publicação independente.

E o que fazer com os livros encalhados?

Você mandou rodar uma tiragem com 1000 livros, e vendeu 200, 100, ou nenhum exemplar. O que fazer com a centena de exemplares restantes?

Se você for do tipo egoísta, pode destruir, tocar fogo nos livros.

Se for do tipo altruísta, doar para bibliotecas, amigos, vizinhos, mendigos, deixar em bancos do parque...

Se for do tipo otimista, pode guardar num quartinho de sua casa, para quem sabe um dia, se você se tornar famoso, vender aqueles exemplares por milhões de dólares em alguma casa de leilão.

Conclusão

Os escritores não escolhem a publicação independente. Eles são arrastados para este mundo.

Por um lado, proporciona uma liberdade criativa imensa, sem a pressão mercadológica de escrever para vender, mas, por outro, possui dificuldades imensas para quem não está preparado para o que virá.

Não é fácil se consolidar como autor independente, não é fácil vender livros em nossos dias (aliás, nunca foi), não é fácil encontrar leitores.

Se você ousou publicar independentemente seus livros, você já merece todos os louros pela coragem.

Se, por acaso, você for bem-sucedido, meus parabéns, pois passou pela prova de fogo. Porém, se fracassar, lembre-se que muitos grandes escritores também já estiveram em sua pele.

Ninguém disse que seria fácil a vida de escritor.


Entre em contato: litfanbr@gmail.com


12 comentários:

  1. Um dos melhores artigos que já vi aqui, é basicamente a realidade do cenário nacional, parabéns.

    Eu fiz o caminho inverso, comecei independente, sem sequer tentar uma editora. Havia visto a maioria dos meus amigos literários se - com o perdão da palavra - fod**** com contratos estilo o que aquela editora dos livros com folhas faltando fazia, e decidi não cair no papo deles e me lancei sozinha. Só entrei pra uma editora quando já tinha um nome no cenário nacional, e quando vi que ela era uma empresa de princípios.

    Graças ao blog, mtos autores novos podem ver que é possível ser autor no Brasil. Não se deve esperar muito da literatura, mas dá pra criar um publico se você for sério, honesto... os resultados demoram, mas vem.

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  2. Pois é.

    Eu sou escritor independente. E optei por isso justamente porque fui colhendo informações durante o tempo de escrita do meu livro, percebendo que muitos contratos empurrados pelas editoras são extremamente absurdos, logo, nunca mandei originais do meu livro para editora avaliar. Fui direto para a publicação independente.

    Exemplo pessoal de contrato absurdo:

    Contatei um cara de uma editora para fazer o meu livro digital. Ele fez a capa e postou no Amazon. Eu paguei R$ 250,00 pelo serviço e fiquei feliz, pois adorei a capa.

    Mas a partir daí, ele queria 50% de todas as vendas.

    Espera aí. Fui eu quem passou mais de ano escrevendo, revisando, corrigindo, colhendo opiniões e tudo mais. O cara só fez a capa e postou no Amazon, e se achava no direito de ficar com metade do meu livro.
    E se tratando de livro digital, é uma situação VITALÍCIA!!!!

    O pior de tudo é que o dinheiro das vendas caía na conta bancária dele, que nunca fazia qualquer divulgação, ou seja, o autor se fode ainda para ficar divulgando, e fazer o dinheiro cair fácil no bolso desse cara???

    Ao consultar um colega de escrita, esse respondeu que era assim e todos os lugares.

    COMO ASSIM???

    Resultado: Mandei tomar no cú, e parti para a publicação independente.
    Ficaram curiosos? Pois essa estória é longa, e estou me preparando para contar aqui. Aguardem!

    Voltando à minha experiência com a publicação:

    O que dizer? Estou satisfeito, porque eu escrevo, publico, vendo e recupero o investimento para outras obras, fazendo uma pequena comemoração em uma lanchonete com eventuais lucros. E é claro, cada novo livro acrescenta mais pessoas a minha "carteira de fãs", que são os primeiros a comprar os novos trabalhos.
    Aí eu vou tocando, suave na nave.
    É uma experiência bastante gratificante, quando mantida no campo do lúdico, afinal, minha profissão é outra.

    O problema é que muitos querem é ficar ricos e famosos. Escolhendo para isso, a literatura. Se fuderam.
    Você identifica isso fácil, quando entra em uma página do facebook, atribuída a um livro, mas lá só tem postadas as fotos do autor nas mais variadas posições (às vezes sem roupa), mas informações sobre o livro? Nenhuma!

    É isso. Fui!

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    1. Não deixe de contar os detalhes, de tudo que já li, isso é um dos mais absurdos HAUHAUAHA

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    2. Pois pode aguardar que estou preparando o texto. Nunca escrevo nada por escrever, logo, vai ser bastante informativo para os leitores do Blog.

      Só adianto que o segundo volume do meu livro não saiu até hoje porque esta editora está me devendo R$ 870,00 que eu usaria para a nova publicação. (Possuo todos os comprovantes)

      É mole?

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  3. Astrid Underground9 de março de 2014 02:53

    Ótimo texto Alfred.
    E para desespero do lixo literário brasileiro o casting de colaboradores do blog aumenta cada dia mais.

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  4. Também acabei aprendendo da pior forma, quando lancei meu primeiro livro por uma dessas editoras que só visam o lucro fácil . Venho trabalhando já alguns anos na minha segunda obra, esperando o melhor momento para lançar...Enquanto não faço isso, vou participando de Concursos literárias...tentando a sorte !

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  5. Excelente texto. É de mais publicações assim que o blog precisa.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Boa matéria. Gostaria de saber de quem é a autoria.
    De fato, a vida de escritor não é nem um pouco fácil. Pelo contrário, é árdua. É ácida, como o suco gástrico.
    Enfrentar as editoras comerciais ajuda a tornar esse trabalho mais árduo ainda. O descaso para com o autor, embora exista todo aquele blá blá blá de excesso de livros para serem vistos que não deixa de ser verdadeiro ( mas não justifica de todo essa indiferença), é uma coisa que jamais deixará de ser. É assim e será sempre.
    No meu caos, depois de investigar umas vinte editoras, suas recomendações para envio da obra, o tempo previsto para avaliação e uma "possível" resposta, desisti antes mesmo de mandar até mesmo para uma delas.
    Optei pela estratégia da autopublicação. E acredito ser mais vantajosa. E lhes digo o porquê acho isso.
    Como disse o autor acima é como investir em um negócio. você estará à frente de basicamente tudo, mesmo que terceirize. A diagramação deverá ser revista, e mesmo assim ainda haverá tanto erro que você porá a mão na cabeça e pensará em arrancar os cabelos de raiva.Contudo, vi livro publicados por editoras comerciais com tantos erros vergonhosos que me pergunto qual a diferença no fim.
    A capa precisará de um bom artista. Com uma capa medíocre o publico visual não se atrairá para o produto. O bom disso é que você pode criar, recriar, reinventar o visual do seu livro, apesar de ficar na dependência da boa vontade dos artistas hoje.
    Também restará erros de português depois da revisão. Inevitável. Mas a proximidade com o revisor poderá ajudar a manter a identidade de seu texto.
    A divulgação será cara, haverá indiferença ( principalmente de muitos que se dizem seus amigos,), tudo será à base do dinheiro. é um investimento caro de longo prazo. É necessário paciência. Muita.
    Vender não será fácil. Mas também não é impossível. tudo depende de sua persistência, paciência e do quanto você tem no bolso para uma boa assessoria de imprensa.
    Alguns autores autopublicados deram certo. Nem todos darão. Mas isso é uma aventura. é preciso correr o risco, seja ele da vitória ou fracasso.
    Não tenho uma impressão tão negativista da autopublicação. Se o autor for alguém com o pé no chão, com uma boa dose de autocrítica, pode se dar bem. É uma opção para um mercado surdo e cego a pessoas que querem expor seu trabalho.
    Sugira que procurem uma leitura crítica para a sua obra antes de publicar. busque uma opinião profissional. Eu investi nisso e tive um bom retorno.
    Concordo com a ilusão da riqueza. Sejam inicialmente modestos quanto a isso. Sonhar é permitido, mas ser possuído pelo sonho é problemático.
    Mogg Mester

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  8. Prezados:
    Gostei muito da matéria. Ela é bem interessante e gostaria de saber quem é o autor.
    Bem, muita coisa do que li acima realmente concordo. Contudo, discordo do tom negativista que me pareceu descer sobre o texto.
    A autopublicação para mim é uma opção. Tem suas vantagens e também suas desvantagens. Acho que tudo circula em torno do autor ser sensato e ponderar entre ambos. Depois então decide se vale a pena tentar ela ou não.
    No meu caos eu optei por ela. Inicialmente tinha aquele sonho de que uma editora comercial aceitaria minha obra e pronto. Bem, depois de pesquisar umas vinte e de enviar para uma delas, e um ano depois sequer haver recebido uma resposta, eu percebi que não tenho saco de ficar atrás de editora comercial nenhuma. Esperar por uma resposta que muitas vezes não virá é massacrante, talvez até humilhante.
    Eu não preciso disso. Nós autores não precisamos disso. Não da forma como está acontecendo.
    Por isso optei pela aventura da autopublicação. Fui golpeado pela Canápe Editorial ( cuja dona, a quebradora de contratos Ana Maria Pinto lesou não só eu como outros autores também) engoli meinha raiva e segui adiante em busca de uma editora honesta.
    É preciso que quem opta por este caminho saiba que basicamente quem fará tudo é ele mesmo. Da assessoria de imprensa até a capa. Isso é desgastante, você tem de lidar com a boa vontade dos artistas, dos diagramadores, dos revisores etc... Mas também aprende com isso. Amadurece.
    Além disso, você não terá uma pessoa desconhecida lhe dizendo ( quando solicita) o que tirar ou colocar em seu texto. Eu opto pelas coisas como são do meu jeito. E prefiro pagar por isso a me sujeitar aos ditames alheios.
    É desgastante, mas isso dá ao autor uma boa noção de como é a vida real.
    P0r isso é preciso estar bem decidido. Vai ser trabalhoso.
    Contudo vejo ganhos nisso. Ganhos além, muito além do dinheiro (apesar de todos desejarem ganhar também, né?).
    Eu vejo minha iniciativa como o texto diz acima: como um negócio. É como se eu estivesse investindo em uma produto e espero o retorno. a longo prazo. Pode ser que dê certo. Nesse caso o retorno será maior do que por uma editora comercial. Se der errado a perda é sua ( pelo menos você não terá uma editora grande dizendo a você que seu trabalho foi um fracasso e terá, talvez, disposição para tentar novamente.)
    Há autores nacionais que deram certo. André Vianco foi um deles.
    Por isso não vejo a autopublicação como desespero. Pelo contrário. eu opto por pensar de forma empreendedora e buscar ver as possibilidades do negócio.
    Porém, sugiro que se pense bastante. Mande fazer uma leitura critica com um profissional de respeito. Eu investi na leitura crítica de meus três livros. Isso me trouxe ganhos de que não me arrependo.
    Estou preparado para a vitória ou o fracasso. Ter medo do fracasso eu tenho, mas não vou deixar ele me paralisar e ficar esperando, por um ano ou mais, pela boa vontade de um editor me responder aceitando ou não minha obra.
    Mogg Mester

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    1. Realmente! Muito obrigado. Devo ter confundido com alguma legenda da foto.

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