Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Editora sob demanda: a maldição literária.

     
Por Ghost Writer.


Hoje venho realizar uma triste tarefa, que eu esperava jamais ter que fazê-la. Só quero esclarecer que o faço, não por ser recalcado, como muitos deduzirão, mas sim para alertar escritores iniciantes para que não caiam na mesma cilada que eu. Essa cilada chama-se “Editoras sob demanda”, uma em especial que foi a que me ludibriou, mas por conhecer muito bem a índole do editor não revelarei o nome, e chamarei aqui de “Editora X”e acredito que quem é “do meio” saberá de qual se trata mesmo sem que eu revele o nome.
Deixe-me contar como tudo começou: cena comum, terminei meu livro e como muitos autores sonhadores, comecei a buscar uma editora que se interessasse pelo meu trabalho. Encontrei algumas que ofereciam oportunidades para anônimos como eu, dentre elas a “Editora X” e enviei meu original. Em pouquíssimo tempo o editor chefe me procurou, dizendo maravilhas do meu livro e me oferecendo uma oportunidade. Era tudo o que precisava ouvir, é tudo o que todo autor quer ouvir, que seu trabalho é único, perfeito, maravilhoso e que vai vender horrores, bastando para isso, que você invista uma ínfima quantidade de dinheiro. Caí na conversa mole dele e pedi que me enviasse o orçamento. Tão logo recebi o orçamento, vi que a quantia não era tão ínfima assim. Ele apresentou-me duas propostas:
- Na primeira, eu concordaria em comprar 500 exemplares do livro pela metade do preço final, algo que ficaria em torno de R$ 9.000,00.  
- Na segunda, eu pagaria os serviços de editoração, que remontaria a aproximadamente R$ 5000,00, que cobririam os serviços de revisão, diagramação, capa e assistência editorial e se eu quisesse (preste muita atenção nessa parte!) eu poderia comprar quantos exemplares me aprouvesse depois para revender.
Pensei, repensei, fiz as contas e decidi optar pela segunda opção. Não ganho muito, tenho um emprego onde recebo mensalmente o equivalente a dois salários mínimos, mas acreditei que poderia arcar com esses custos. Afinal, tratava-se de um sonho, e um sonho não tem preço, não é mesmo? Fiz um empréstimo pessoal no banco, o qual levaria cerca de 3 anos para pagar, mas conforme as ilusões que ele me vendera, eu acreditava que valeria a pena, pois seria uma questão de tempo até meu trabalho ser reconhecido e eu recuperar todo esse investimento.
Acompanhei o processo do livro com entusiasmo, desde a apresentação da capa (lindíssima), até a revisão e diagramação, era sempre uma enorme alegria acompanhar aquele meu sonho “tomando forma”. Entretanto, pouco antes de o livro finalmente ir para a gráfica, veio a minha primeira surpresa: eis que o senhor editor me liga para informar que eu precisaria comprar 300 exemplares do meu livro antecipadamente ou meu livro não iria para a gráfica porque ele não tinha o dinheiro para pagar a impressão. Sim, isso mesmo que você leu! Quer dizer que após ter investido R$ 5000,00 (que eu não tinha) eu estava correndo o risco de não ver meu sonho se concretizar, sem falar que até então eu ainda não tinha resultado algum, pois o livro de fato ainda não estava pronto, eu havia pago R$ 5000,00 por serviços “virtuais”! E o pior, acabei gastando os mesmo R$ 9000,00 previamente propostos, mas agora ficaria com apenas 300 exemplares em mãos, ao invés de 500.
Entrei em desespero e o meu lindo sonho naquele momento já começava a se transformar em pesadelo. De onde eu tiraria os novos R$ 4000,00 que ele agora me exigia? Em compensação, se eu não levantasse esse dinheiro, perderia os R$ 5000,00 já investidos, sem falar na vergonha de encarar todos os meus amigos e parentes que já aguardavam ansiosamente o lançamento do livro e acompanhavam cada etapa desse processo. Novamente recorri ao banco e a minha dívida, que antes levaria 3 anos para ser paga, foi prorrogada para 5 anos, além de que a parcela do empréstimo começou a comprometer seriamente meus rendimentos, de modo que precisei começar a me privar de certos confortos para poder honrar as minhas dívidas. Dessa forma, eu já não saía nem viajava mais, tinha que contar moedas até para pedir uma pizza!
De toda forma, paguei à “Editora X” os R$ 4000,00 e aguardei ansioso pelo dia em que finalmente teria meu livro pronto nas mãos. Ah, mas outra odisseia me aguardava! Após decorridos alguns dias da data prevista para a entrega dos livros em minha casa, entrei em contato com a referida editora para saber o motivo do atraso e fui “gentilmente” informado pelo editor que como eu não pagara o frete de entrega, deveria dar um jeito de retirar os livros na gráfica. Observação: ele havia me falado que o frete seria grátis!
Meu livro ainda nem havia saído e eu já me defrontava com mais um problema: Como iria retirar esses malditos livros na gráfica? A gráfica fica em São Paulo e eu moro relativamente longe de lá. Além disso, não possuo carro, como faria isso? A transportadora queria me cobrar algo em torno de R$ 400,00 para fazer essa entrega e meu Deus, eu não tinha esse dinheiro!
Graças aos céus, consegui um tio que se prontificou a me levar até lá para pegar os livros e só me cobrou o preço da gasolina e do pedágio. Afinal, tinha o livro em minhas mãos! Ah, era como carregar um filho, e tudo naquele momento mágico pareceu valer a pena! Mas ainda aconteceria outra coisa que estragaria esse momento idílico: a noite de lançamento do meu livro. Ele ficou de me ajudar ou pelo menos indicar onde eu poderia realizá-la, mas apesar de meus constantes telefonemas, nada disso aconteceu e eu tive que me virar sozinho. Com a ajuda de amigos e familiares, consegui finalmente organizar a noite de lançamento e tudo correu bem.
Logo comecei a divulgar o livro nas redes sociais e acabei conhecendo alguns colegas de editora, nos aproximamos e começamos “a trocar figurinha” e a cada nova história, eu ficava mais e mais indignado.
Um dos meus colegas, contou que ao receber a nota fiscal dos 200 livros que comprou, percebeu que o valor que ele havia pago à editora pelos 200 exemplares foi o custo total da impressão dos 1500 exemplares dele! Ou seja, ele pagou por  1500 exemplares e só recebeu 200! Explico: ele pagou R$ 15,00 o exemplar, ou seja, no total R$ 3000,00 e a editora, pagou à gráfica míseros R$ 2,00 por exemplar, ou seja, no total, R$ 3000,00! Detalhe: esse meu colega já havia pago à parte, assim como eu, os demais serviços editoriais.
Outro colega, contou que descobriu que a gráfica imprimiu apenas os 400 exemplares que ele encomendou e não os 1500 previstos no contrato e dos quais a editora deveria ficar com 900 para vender, ou seja, só existiam “no mercado”, os 400 exemplares que estavam em suas mãos...
Além disso, tive a oportunidade de conhecer uma revisora e um capista que realizam trabalho para a “Editora X” e eles me contaram que a editora paga apenas R$ 2,00 por página para o revisor, sendo que dos autores ela cobra R$ 5,00! Com o capista, ocorre o mesmo, ele recebe em torno de R$ 500,00 por uma capa e a editora cobra do autor algo em torno de R$ 1000,00! Ah, e nem falemos da diagramação, que é feita pela esposa do editor e que contém inúmeros erros, no livro de uma colega ela separou a palavra “mulher” assim: mul-her (?)Essa diagramação é cobrada por página, saindo em torno de R$ 6,00. Agora você soma esse valor com o número de páginas de um livro. Somou? Então, é esse o valor absurdo! Isso sem contar que uma colega entrou em contato com uma diagramadora e descobriu que geralmente esse trabalho é cobrado por número de caracteres do texto e não por página. Daí você percebe que a maioria dos livros da editora são no formato 14X21, sendo que muitos deles poderiam (ou deveriam) sair no formato 16X23. Tudo isso faz com que o número de páginas seja maior e consecutivamente o valor da diagramação aumenta.

Além desses incidentes, passei a ter mais contato com as obras da editora e comecei a ter vergonha por ver tanto material de qualidade no mínimo “duvidosa” ser publicado, sem ao menos ser editada ou minimamente revisada e comecei a questionar se o editor realmente avalia alguma coisa ou só se interessa pelo dinheiro de pobres coitados sonhadores como eu.
Sobre a revisão da referida editora, quero fazer uma ressalva: Uma colega contou que sugeriu ao editor, até para economizar um pouco, que ela poderia pedir a um amigo que revisasse o livro pra ela, mas o Léo disse que não confiava em ninguém “de fora” para revisar seus livros, pois tinha profissionais “altamente capacitados” para tal trabalho. Altamente capacitados? Você chamaria de altamente capacitado um revisor que deixa escapar coisas como “remorço”, “possa d’ água” e afins? Ou coloca crase antes da palavra “ele”? Isso sem contar que muitos alteram o texto do autor para pior, criando erros antes inexistentes, sendo encontradas palavras erradas, erros de digitação e incoerência. Recentemente, uma colega teve seu livro revisado por tais “profissionais altamente capacitados” e precisou arrumar os erros que o revisor fez em sua obra, necessitando assim de outro revisor e muito mais trabalho em cima de um texto que deveria estar impecável.
Sobre os livros que são séries, há também complicações. O senhor editor pressiona os autores que possuem séries antes mesmo da primeira obra completar um ano de publicação. Ele diz que não fará a segunda edição do primeiro livro se o escritor não assinar com ele a continuação. O autor, que sequer recuperou o dinheiro investido na primeira obra, se vê obrigado a gastar novamente tal absurdo caso queira continuar com seu trabalho. E o editor não quer saber se o autor terminou ou não a continuação!
Mas o fim da picada mesmo aconteceu quando o livro de uma colega “vazou” na internet. A editora havia disponibilizado o livro dela para venda em formato ebook e dias depois, o livro estava disponível para download gratuito na internet, em formato PDF. Quando ela descobriu e tentou entrar em contato com a editora, descobriu que a mesma estava “em férias coletivas” e que só conseguiria obter resposta dali a 15 dias! Após muita insistência, o editor respondeu em e-mail, dizendo que o formato disponível para download não era o mesmo disponibilizado pela editora, de forma que o livro deve ter “vazado” por meio dela mesma e que por isso, caberia a ela tomar as providências necessárias! Tipo: foda-se! 
Pelo menos três colegas meus mergulharam em estado depressivo após todos esses fatos e dois deles chegaram a perder o emprego, por verem o que deveria ser um lindo sonho, transformar-se num terrível pesadelo, graças a esse explorador inescrupuloso, destruidor de esperanças alheias, o senhor editor, que prometeu a eles mundos e fundos, para conseguir aproveitar-se o máximo dessas pessoas, arrancando-lhes até o último centavo e fio de dignidade que possuíam. 
Nenhum deles teve coragem de denunciar tais abusos por medo de represálias, pois o referido editor, ao ser contrariado minimamente, tira os livros dos escritores “de circulação” com a desculpa torpe de que os livros “se esgotaram”, e nenhum dos autores recebeu o relatório de venda de suas obras. Ninguém sabe se o editor realmente vende os livros que diz imprimir ou simplesmente some com o nosso dinheiro e o usa para comprar títulos estrangeiros ou para custear os custos de publicação dos livros dele, obras as quais ele tem a petulância de publicar em russo, mesmo eles sendo simplesmente terríveis. Olhem para o catálogo deles e vejam quantos autores deixaram a editora. Será coincidência?
Agora a editora lança uma campanha de doação de sangue e sai como a boa samaritana da história, sendo elogiada em blogues, sites e revistas pela atitude. Mal sabem as pessoas que eles realmente “querem o seu sangue” e farão de tudo para sugar até a última gota de vida.
Como disse, muitos não tiveram coragem de gritar ao mundo e denunciar tal editora mas eu, nada mais tenho a perder, pois o que resta a um homem cujos sonhos foram destroçados? Mais nada.

Agradecemos a Ghost Writer pela colaboração e informamos que nosso blog está aberto para toda denúncia relacionada ao meio literário.A pergunta que não quer calar: que editorazinha seria essa?


Entre em contato: litfanbr@gmail.com


47 comentários:

  1. Vocês que sonham em lançar um livro, entendam algo:
    -Não se ganha dinheiro com literatura no Brasil a não ser que você tenha bons padrinhos.
    -Só talento não basta
    -Tem vários mercenarios e picaretas, então olhos abertos
    -Autor brasileiro e um monte de lixo é a mesma coisa pro governo, pois eu não vejo um infimo esforço publico para ajudar o autor, como redução de impostos, etc.
    -Se ter sonhos muito altos, vai sofrer de depressão e poderá entrar em parafuso.

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    1. Pois é Josiane. As editoras só pensam em investir na massificação e padronização de uma obra e acabam valorizando apenas 50 tons de autores estrangeiros (não estou criticando a autora de um determinado livro, apenas fazendo uma analogia pegando emprestado o título de um livro seu que me sirva de exemplo) e não dão a devida e merecida projeção a algumas obras de autores nacionais que mereceriam de fato uma chance de mostrar seu talento ao grande público ─ que aliás também é de certa forma culpado por se deixar sugestionar deste jeito pela grande mídia correndo atrás unicamente do que ela anuncia com estardalhaço aos quatro quantos ventos.

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    2. Vocês dois disseram tudo. Infelizmente o Brasil é um país de merda.

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  2. Eu digo que Editora é essa: é a Dracaena!!!

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    1. Obrigado por dar nome ao boi.

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    2. Obrigado pela dica. Vou passar longe desta editora...

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  3. Faltou revisar o post, porque sobrou uma citação do nome do editor. CUIDADO!

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    1. Desculpe, mas publicamos os textos que nos são enviados integralmente.
      Não existe censura na nossa página.

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    2. Como se a gente ainda precisasse do nome do editor pra saber q editora é essa. Está td bem claro, com ou sem nome.

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  4. Bem, o nome do editor é o mínimo que o post poderia ter feito em sua denúncia, só assim sabemos o nome da Editora.
    Uma denúncia como essa, pede nome AOS BOIS!
    Autores, e demais profissionais desse mercado, têm o direito de serem alertados quanto ao desserviço que essas empresas amadoras andam prestando por aí.
    "Cuidado" aqui, fica por conta dos escritores na hora de contratar essas editoras sob demanda, que cada vez mais, fazem o que querem de seus clientes, sem o mínimo respeito.
    Passou da hora já de colocar a boca no mundo (citando nome e sobrenome)!

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  5. Dracaena!! Essa editora é a próxima a cair no lixo. Mesmo tendo uns poucos bons livros. Só olhar. Para cada 15 livros publicados, 1 presta e o resto é bosta.

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  6. Essa editora é a Dracaena, que lançou o livro do Pink Floyd (que é do caralho!!), duns pensadores aí, um de filmes de terror e outros. Tipo, uns 6 que prestam e o resto lixo puro pq pagaram pra publicar.
    Porra, mas vazar o livro da moça? Tomar no cú! Tá longe de ser profissional. Foda é para os bons autores que está lá e não tem culpa de nada.

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  7. Léo Kades, o "editor" é um crápula que pensa ser inteligente. É mentiroso, não paga seus autores e vive da imagem que conseguiu criar para roubar mais incautos. Homenzinho deprimente.

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  8. Esse Léo Kades eu tive o desprazer de conhecer. Um sanguessuga literário. Ele brinca com o sonho e o trabalho das pessoas. Mas digo uma coisa: Seu castelo está prestes a desmoronar. Os autores estão saindo e outros mexendo os pauzinhos para receber o que tem por direito. A Dracaena está para cair. Ele é o tipo de cara que só quer dinheiro. Se fosse bom, seus livros não seriam aquelas porcarias desinteressantes que NINGUÉM fala sobre! No fundo é um invejoso que não consegue o que alguns escritores da editora estão conseguindo, visibilidade, interesse e respeito do público.

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  9. Eu deveria comentar de forma anônima, mas não. Tudo o que está escrito aí em cima é a mais pura verdade, infelizmente. Depressão é pouco para o que sinto no momento, enfim, um dia a casa cai. Parabéns ao autor que teve a coragem de expor essa editora.

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    1. Estou completamente chocada... Antigamente eu tinha vontade de publicar meu livro pela Dracaena... Eu sempre achei que a Dracaena fosse uma Editora confiável, sempre achei que o Léo fosse um editor honesto... Enfim, estou sem palavras...

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  10. Também sou um dos escritores enganados por essa pessoa. Conheço mais duas pessoas que passaram pelo mesmo processo. Enquanto vc não fechar o pagamento ele irá te ligar diariamente dizendo maravilhas sobre seu livro...depois se prepara ....

    Como eu sempre digo....ele vende um sonho e te entrega um pesadelo.

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  11. CARACA!!!
    Isso sim é um desabafo! :O
    Nao posso confirmar o teor desse relato, mas creio que ai tem detalhes demais pra ser considerado só mais uma calúnia.
    Se isso tudo realmente está acontecendo então acho q só tem uam cosia a ser feito: processar.
    Juntem-se os autores, atacam a editora juridicamente e com o dinheiro de indenizaçao vcs vao atras de uma editora q leve o trabalho literário realmente a sério.
    E tb tem mais uma coisa: Falem!
    Vao atras desses autores q já sairam da dracaena e façam eles abrirem a boca publicamente, dando nome aos bois e provas. Relato anonimo não vai ajudar em quase nada.

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  12. Infelizmente existem bons autores na editora que não mereciam passar por isso. Espero que a Dracaena aprenda a tratá-los como merece, ou entã que desapareça e que estes vão para editoras realmente profissionais. A Dracaena parecia ser ótima, mas se mostrou um circo onde o dono é um palhaço e sua esposa é uma hiena mal-humorada que nada sabe além de copiar o que fazem por aí.

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  13. Eu ganhei o livro nessa promoção...
    Citada no blog...
    "Não deixe o sol brilhar em mim"

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  14. Concordo com todos os comentários, mas não vou dizer que a editora publica um bom e 15 lixos, pois os livros poderiam ter mais potencial se tivesse um editor honesto que acompanhasse, mostrasse os erros, fizesse uma revisão decente, mas não, ele só prometia chuvas de sucesso e depois nada, largava o autor na mão, e ainda ousava se indignar...essa editora não sei como ainda tem seus autores, e ainda por cima acreditam no editor...

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  15. Logo logo este castelo de cartas desmoronará. E ele jamais voltará a trabalhar no meio. Espero que os bons autores consigam casas melhres. Muita vergonha isso tudo.

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  16. Admiro a coragem da Vanessa Bosso! Parabéns! Você merece sucesso!

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  17. Então, comigo não foi muito diferente, mas o pior dos piores é que por tudo , o editor acabou colocando a culpa em mim.
    E a maior foi quando ele me ligou para me ofender, só porque eu pedi relatório de vendas, ( ele se ofendeu pois achou que eu duvidei dele), falou para eu sumir da vida dele, que se arrependeu de ajudar. E que no geral se arrependeu de ajudar qualquer pessoa. Disse que não iria mais publicar nacionais, pois eramos mal agradecidos, e que iria agora só publicar internacionais. E depois mais manso disse que me tirou pois não iria mais trabalhar com literatura fantastica.
    Ah, me poupe, o quanto eu me espentei quando ele ligou todo grosseiro e ofendido, nem imaginam...
    Fiquei muito chateada, pois ele me tirou da editora e me largou com 200 livros, que eu não tinha mais publicidade nenhuma, pois estava começando, e sem editora, como que eu faria?
    Isso é um desabafo meu...mas eu admito que tive fé, quis acreditar, e nunca quis ser o que ele me chamou "ingrata". Pois eu quis muito isso.

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  18. Então, comigo não foi muito diferente, mas o pior dos piores é que por tudo , o editor acabou colocando a culpa em mim.
    E a maior foi quando ele me ligou para me ofender, só porque eu pedi relatório de vendas, ( ele se ofendeu pois achou que eu duvidei dele), falou para eu sumir da vida dele, que se arrependeu de ajudar. E que no geral se arrependeu de ajudar qualquer pessoa. Disse que não iria mais publicar nacionais, pois eramos mal agradecidos, e que iria agora só publicar internacionais. E depois mais manso disse que me tirou pois não iria mais trabalhar com literatura fantastica.
    Ah, me poupe, o quanto eu me espentei quando ele ligou todo grosseiro e ofendido, nem imaginam...
    Fiquei muito chateada, pois ele me tirou da editora e me largou com 200 livros, que eu não tinha mais publicidade nenhuma, pois estava começando, e sem editora, como que eu faria?
    Isso é um desabafo meu...mas eu admito que tive fé, quis acreditar, e nunca quis ser o que ele me chamou "ingrata". Pois eu quis muito isso.

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  19. Ainda bem que nao procurei essa editora. lancei meu livro por conta e estou divulgando em sites tipo face,msn etc.

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  20. Só para vocês ficarem sabendo: o senhor editor já está ameaçando processar autores da casa por esse texto, mesmo sem conhecer sua autoria. É uma verdadeira caça às bruxas!
    Parabéns às meninas (Vanessa e Juliana) que falaram o que pensam desse "ser" sem medo de se expor. Não se fala em outra coisa no meio literário a não ser essa postagem. Feliz pela repercussão. Ah, e obrigada pelos inúmeros elogios que venho recebendo.
    Abraço,
    Ghost Writer

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    1. O curioso é como uma matéria publicada em um blogzinho "mequetrefe" e "tendencioso" (como os pulhas literários costumam se referir à nossa página) consegue alcançar tanta repercussão.
      Ninguém deveria dar atenção ao que é publicado aqui.
      Curioso, não?

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  21. Esse sujeito é um fanfarrão.
    Se sequer houve a capacidade de revisarem a entrevista publicada no próprio blog da editora, que tipo de trabalho será que realizam nas obras dos autores? Pqp...

    http://editoradracaenanews.blogspot.com.br/2012/05/entrevista-com-leo-kades-editor-chefe.html

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  22. Sobretudo, o grande problema: eles não distribuem os livros deles, só vendem, se é que vendem, é pela Internet. Aí ferra todos os autores, portanto, é melhor deixar na gaveta. É só propaganda enganosa em todos os aspectos. Pode ir em qualquer livraria do Brasil que nunca irá encontrar nada da Dracaena. Não existe esse lance de distribuição nacional coisa alguma. Aos autores, saiam o quanto antes, porque o editor vai se mudar para o Chile em breve, aos que vão publicar, fiquem mais atentos ainda, ele vai sumir com sua grana. Ele diz que uma edição é de 1500 livros sendo que 300 é do autor, mas ele imprime apenas 500, vende 300 para o autor e o resto ele vende pela Internet porque não gasta nada com distribuição. Isso é Editora?

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  23. A editora Dracaena é um lixo: #fato. Mas tem bons autores, nem sei como eles foram parar lá, mas tem uns livros ótimos, como Os Lendários, Possuída, O ALMA (esse é o mais foda), o Ceifeiro e Não deixe o Sol brilhar em mim. Foram os que li, se esses autores tivessem em uma Editora de verdade, teriam vendido umas 10.000 cópias cada um, pois cada um deles escreveram excelentes trabalhos.

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  24. O ALMA teve a capa trocada por que o cara que a fez usou uma imagem de um personagem do filme WATCHMEN! Por aí já vê a qualidade da editora. Deles só gostei de ESTAÇAO JUGULAR, O JARDIM SECRETO, 3355 SITUAÇÕES PRA NÃO MORRER COMO NOS FILMES DE TERROR, ABAIXO DAS NUVENS E O EQUINÓCIO! O resto é retos. Esses livros deveriam ter uma puta distribuição, mas não. Tudo pra esse editor de quinta roubar o dinheiro do povo.

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  25. Fiquei pasmo e chocado ao ler tal relato. Considerando que até o momento, mesmo sendo pequena, tal editora parecia ser honesta, boa e confiável. Perdeu todos os créditos que tinham comigo. Realmente uma tristeza essa história contada aqui.

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  26. Recebi uma proposta dessa editora e posso dizer que foi exatamente assim. Depois de dois meses ou menos de envio do meu original, o editor chegou a ligar na minha casa (!), dizendo-me que o livro tinha potencial e que ele seria publicado, que meu trabalho era bom e que eles estavam muito interessados. Eu fiquei tão feliz no momento (cheguei a ligar para amigos)! Mas, ao final da ligação do editor, um adendo: eu teria que pagar alguns pequenos custos de serviços prestados pela editora... ele ficou de me mandar o orçamento. Quando o orçamento chegou, meu Deus! Vi que os "pequenos custos" equivaliam a 5.000 reais.

    Graças ao fato de que não tinha esse dinheiro e de uma boa conversa com meu marido, pulei fora do barco. Pensei que, como minha história seria uma trilogia, teria que pagar pelo menos 15.000 ao todo para publicar meu livros. Fora que, mesmo na primeira publicação, se de fato os 1000 exemplares fossem impressos e vendidos, o que eu receberia não cobriria meu investimento. Depois de ter esfriado a cabeça, e depois que a tristeza por ter visto meu sonho ir por água abaixo passou, eu me senti enganada e com muita raiva. É muito baixo mexer assim com os sonhos e sentimentos das pessoas.

    Sinceramente, preferiria disponibilizar meu livro de graça na internet a compactuar com essas editoras que nada mais fazem do que um trabalho sujo, explorando os anseios de gente que muitas vezes não tem noção do que está acontecendo e só quer ver o próprio livro publicado. Sinto muito por todos os que sofreram com essa editora, pois eu poderia estar na mesma situação (foi por muito pouco!) e me compadeço.

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    1. Parabéns pela atitude de conseguir pensar com calma. Eu não pensei...e pior !! Consultei um escritor que trabalhava para a casa e me disse maravilhas. Mentiras e mais mentiras...

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  27. Gente... vocês estão vacilando.
    Processem! Juntem-se e processem a Editora.
    Ressarcimento, Danos Morais e Materiais que certamente vão ferrar essa editora de vez e levá-la à falência!

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  28. Gente...fiquei chocada! Eu tenho uns escritos engavetados e estou pensando em publicá-los.No momento estou pesquisando sobre o assunto. Estou com tantas dúvidas ainda! Agora então estou mais desconfiada ainda... O que eu faço?

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    1. Nunca pague para editoras para ser publicada, se alguma editora te cobrar dinheiro, pula fora que é fria.

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  29. Mais um crime literário! Um amigo meu também caiu nessa no ano passado, meus camaradas. E a dor...ele disse que a dor foi horrível. Ele pagou por uma revisão que nunca aconteceu, uma porcaria de capa, um serviço péssimo de diagramação e uma distribuição online no mínimo suspeita. E o nome dessa editora é Tereart.

    Para quem está começando agora, sugiro que pesquisem muito e tentem até mesmo enviar alguns originais para editoras grandes (nunca se sabe, não é?). Mas o importante é jamais perder a fé. Se você tem um sonho, persista.

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  30. Quase fechei com esse editor no incio de 2013, felizmente eu percebi que havia algo errado com a "avaliação" do meu original, quando ele sequer soube citar o ponto alto do meu livro ou o gênero do mesmo. A verdade é que ele não avalia, mas tenta vender o livro do autor para o próprio autor.
    Lamentável.

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  31. Foi bom saber da falta de honestidade desta editora. Fica de alerta para os desavisados.

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  32. A Giostri cobra duzentos exemplares; a Novo Século, no minimo 500. O primeiro, então, fala "maravilhas da sua obra", diz que vai investir os caralhos e você é o novo best-seller. Só trouxa...

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    1. A Giostri é ruim? Mandei meu original para ela.

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  33. gente eu estou super chocada e agradecida por vocês falarem isso, eu só caí nessa página porque recebi uma proposta "irrecusável" da Giostri. Não fosse meu namorado me alertar eu já teria caído no conto deles.

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  34. Estou chocada com estas informações. Recebi uma proposta da Giostri e, se não fosse pelo bom senso do meu namorado teria embarcado.

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  35. Já publiquei com a Novo Século em 2010. Tive de comprar/adquirir 500 exemplares de um total e 1500 ao preço total de 9 mil reais na época. Até hoje tenho ainda empilhados no meu quarto uns 300 exemplares... Só entrei nessa porque felizmente não tenho problemas financeiros, mas é muito difícil o próprio autor "distribuir" seu próprio livro... Enfim, acabei desistindo...

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  36. gente que vocês dizem da editora modo/ella? É enrolação também?

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