Literatura Fantástica Brasileira

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Um lamentável fato envolvendo a editora Baraúna.


Por Equipe Literatura Fantástica Brasileira.


O texto que segue abaixo foi originalmente escrito pela escritora Luciane Rangel e publicado em seu blog no link http://www.livro-guardians.blogspot.com.br/2012/08/um-lamentavel-fato-envolvendo-editora.html



Estou em São Paulo, em meio a uma bienal. Adoraria estar vindo aqui contar sobre as alegrias do evento, sobre as vendas de Guardians, o carinho que ando recebendo dos leitores e tantas outras coisas legais.

Só que, infelizmente, o que me traz aqui é um acontecimento triste, lamentável e desnecessário.

Hoje (dia 17/08), dei uma fugida do estande onde estou autografando para ir ao estande da Editora Barauna, visitar a amiga Rafaela Guimarães, que estava autografado seu novo livro lá. Um momento feliz na vida dessa jovem autora, uma amiga querida que estava empolgada com sua primeira bienal.

Aliás, antes eu já tinha ido várias vezes a Barauna. Sou amiga também da Fernanda Matias (parei por lá algumas vezes para conversar com ela e, no início da semana, comprei seu segundo livro) e da Roxane Norris, com quem também pretendia comprar um livro.

Dessa vez, fiquei um tempinho lá. Conversei com a Rafa, comprei seu livro, ganhei autógrafo, tiramos fotos... E, depois, voltei para o estande onde eu autografava. Ao chegar lá, fui abordada por um senhor, que depois soube que havia me seguido da Baraúna até lá. Sorrindo e com muita educação, ele me perguntou se eu trabalhava com o Fábio Aguiar, dono da Editora Lexia. Interpretando o "trabalha com" como "publicou com", respondi que sim, e ele me perguntou se eu tinha o telefone dele. Enquanto eu procurava na memória do meu celular, ele me puxou para o meio do corredor, e, sem mais nem menos, elevou o tom de voz e disse que já era a terceira vez que ele me via indo "abordar" os autores da editora dele, e que eu passasse o telefone do meu "patrão" Fábio, para que ele informasse o que eu estava fazendo.

Sim, o sujeito (que depois descobri que se chamava Arthur Menko) leu no meu crachá a inscrição "Editora Lexia", mas não leu o "Autora"... Ou até leu, mas não entende muito bem dessas coisas, pois achou que ser autora era sinônimo de ser funcionária de uma editora.

Tentei, em vão, explicar ao sujeito que eu tinha ido várias vezes ao stand para visitar amigos que, infelizmente, publicam pela editorazinha dele e para COMPRAR livros. Ou seja: como cliente.

Aliás, ele deveria ainda ser um pouco mais esperto para entender que, além de ser uma cliente compradora de livros, sou autora independente que, em algum momento, poderia vir a pensar em publicar com ele.

E, se fosse só um pouquinho mais esperto, imaginaria que, como autora, tenho inúmeros amigos no meio, com os quais e farei questão de informar o ocorrido, e alertar para que nunca fechem contrato com tal "editora". Porque alguém que trata um ser humano assim, não merece o mínimo de confiança.

Enfim, o sujeito continuou a me ofender e a falar cada vez mais alto. No meio da bienal e bem diante do estande onde eu autografava... diante do público, de colegas e leitores. Humilhada e ainda tentando fazê-lo entender o que eu falava, voltei com ele - ainda me insultando - até o estande de sua "editora" Barauna, para provar (notem o absurdo da situação!!) que eu era amiga da autora que autografava lá no momento. Ele, achando que finalmente estava sendo esperto, diminuiu o tom de voz e começou a negar tudo que tinha me dito (e se a intenção era não ter testemunhas, tal atitude foi inútil, pois todos os meus colegas de estande, além de alguns leitores, viram a forma como ele me abordou e a estupidez com a qual me apontou o dedo e gritou, fazendo acusações esdrúxulas e absurdas!). Fui afastada dele por algumas amigas - também autoras - que viram toda a cena e, enquanto isso, minha mãe (que me acompanha neste bienal) foi até ele e disse que eu ia procurar os meios legais para que ele se retratasse da humilhação que ele me fez passar. Sabem qual foi a resposta? "Ela que faça o que quiser, eu tenho cinco advogados".

Bem, senhor Arthur Menko, peço para que entre em contato com seus cinco advogados, pois eu já contactei o meu. É apenas um... Sou só uma autora, não uma poderosa dona de editora. Porém, graças a Deus, tenho educação e sei respeitar as pessoas.E fique tranquilo, pois não sou uma espiã, e a Editora Lexia não tem qualquer interesse em arrebatar os seus escritores. Eles sabem tratar com respeito os seus autores, coisa que, segundo ando ouvindo por aí, não é lá o seu forte.

Estou arrasada e, se não fosse pela minha sessão de autógrafos que estou anunciando há meses para amanhã e por respeito e carinho pelos meus leitores que se programaram para irem lá neste dia, estaria agora mesmo voltando para casa. Sinto-me humilhada, como nunca havia sido em toda a minha vida. E por quê? Por ter o crachá com o nome de uma editora e ir algumas vezes ao stand de outra para ver os amigos e comprar seus livros... Por estar numa bienal a quilômetros de casa, há mais de uma semana, batalhando por meus livros e pela minha carreira. É triste demais ter que passar por algo assim.

Quanto às providências, elas já começaram a ser tomadas. Já foi feita uma reclamação junto ao núcleo de segurança da Bienal, além de um Boletim de Ocorrência. Meu advogado (apenas um, ao contrário dos cinco do senhor dono da Baraúna) já foi informado de todos os detalhes do caso.

O que peço agora a vocês, amigos, leitores, colegas, autores e blogueiros, é a ajuda na divulgação deste caso. Nem de longe quero prejudicar meus amigos e colegas que publicam por essa editora, mas acredito que um fato como este não pode, de forma alguma, ser omitido. É revoltante que uma autora... que uma LEITORA deles... aliás, que um ser humano qualquer seja tratado desta forma. Uma atitude dessas precisa ser levado a conhecimento do maior número de pessoas possível, para que todos conheçam o verdadeiro caráter por trás desta empresa que se denomina Editora, e que não tem o menor respeito pelo ser humano.

Fico por aqui. Triste, humilhada, chocada... E esperando que o dia amanhã seja melhor.

Beijos a todos.




6 comentários:

  1. Será que os acéfalos dirão que estamos inventando?

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  2. Se esse fosse o único despautério desse senhor. Eu já tive problemas com ele no passado, mas não como autora, como pessoa: este indivíduo enviava, há meses atrás, coisa de 5 ou 6 propagandas por semana para o meu e-mail. Por quase 3 meses eu liguei metodicamente na Editora Baraúna pedindo que retirassem o meu e-mail (de trabalho) de suas listas. Uma vez fui atendida por uma mulher, que me disse que era "problema seu", que eles não tinham como ficar colocando endereços e tirando endereços que recebem de parceiros (ah, sim, ela sabia de uma coisa: que eu não tinha me inscrito na lista deles, eles tinham comprado de um cara). Depois de várias ligações, muito incômodo, consegui falar com o próprio Artur Menko - e o idiota ainda me falou um monte de bobagem ao telefone. No final, ele não usou os "5 advogados" comigo, mas eu falei que no próximo e-mail que recebesse, iria até a delegacia e denunciaria ele em todos os órgãos cabíveis da Internet, como o SaferNet, para que até os e-mails de trabalho dele fossem classificados como LIXO eletrônico. Nunca mais recebi e-mail nenhum, mas esse cara vive fazendo dessas...

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  3. Cinco advogados??? É... quem deve teme!

    Que a justiça seja feita!

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  4. Nem dá pra comentar nada de uma situação dessas, deplorável, totalmente imbecil. Se nem dá pra comentar, imagine ENTENDER como uma pessoa ligada À Literatura por agir de forma tão, tão, tão... não dá, sério!
    Tá é na hora dos autores pararem de colocar dinheiro nas mãos dessas pseudos editoras e se virarem com tudo sozinhos.
    Como um 'editor' havia me dito no Face, que o autor brasileiro é arrogante por enviar um original sem antes ter passado por um crítico literário e um revisor (PAGAR por esses serviços que, acredito, seja trabalho de editora)... então se o autor tem que bancar por tudo, até pelo trabalho da editora, que BANQUEM TUDO sozinhos mesmos, inclusive a impressão, pq é a única coisa que essas "editoras" fazem de verdade.
    O que não falta é gráfica mascarada de editora. O povo tem que parar de cair nessa.
    Como tudo nessa terra é invertido, aqui são os autores que lançam as editoras, e não o logicamente correto. Aqui o empregado tá pagando pro patrão!

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  5. E dizem q terrível é mulher de TPM - esse cara precisa aprender boas maneiras, um processo com testemunhas ajuda... dói no bolso, dói no coração.

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  6. Vídeo sobre o caso.

    Embora eu tenha achado o repórter bem babaquinha, segue o link

    http://www.youtube.com/watch?v=vrGbrxkks3s&feature=context-gfa

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