Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Não faço mais parte da editora Baraúna!



Por Chutenacara.com.br.


Quando você imagina ter chegado ao fundo do poço em relação a determinada pessoa ou instituição eis que surgem novidades que o deixam ainda mais perplexo.

Leia o texto que segue abaixo e tire suas próprias conclusões.

Há dois anos eu iniciava essa dura jornada de ser escritora. Como uma pessoa sem conhecimento da área eu entrei num site para conseguir uma editora, o que não demorou a acontecer. Diversas propostas surgiram, mas uma me chamou a atenção e acabei fechando com eles pelo encantamento passado pelo sócio 1. Foi assim que minha história começou com a editora Baraúna. Fiz o lançamento na bienal do livro de São Paulo em 2010, parceiras com blogs, participei de feiras de livros e eventos literários e o nome da editora ficou conhecido.  No fim do ano mudei de emprego e de cidade, tive problemas de saúde e deixei os livros um pouco de lado para poder resolver a minha vida.  Nunca deixei de escrever, mas a produção para o segundo livro estava bem mais lenta. Pelo fato de minha condição financeira ter mudado, eu comecei a buscar outras oportunidades que garantissem a publicação gratuita dos livros, mas não fechei com ninguém antes de ter certeza de que não eram propostas levianas. Em maio do ano passado, a editora disse que publicaria meu livro gratuitamente, então decidi que só sairia dela se fosse para embarcar numa grande oportunidade. Quando estava no meio da produção do livro entrei em contato com a editora para ver a publicação e fui atendida pelo sócio 2 e este disse que não faria gratuito porque eu estava vendo outras editoras. Após e-mail enviado ao sócio 1 questionando esse assunto, recebi uma resposta de que o livro seria sim publicado. Desta forma, investi numa reforma fazendo a nova capa para o livro um e fechando com a capista para todos os livros. Recebi a proposta da editora de participar da bienal do livro de São Paulo em 2012 (pagando R$ 1.500,00). Antes de assinar o contrato conversei com o sócio 1 que perguntou se eu iria todos os dias. Minha resposta foi: “sim, vou todos os dias para vender como fiz no ano passado na bienal do Rio e estou pensando em levar um vendedor comigo para ajudar”. Ele concordou e achou ótimo eu fazer isso. Preocupada com os livros, fiz sobrecapas de boa qualidade e embalei os 130 livros um a um em saquinhos plásticos para protegê-los. Consegui transporte para enviá-los de Porto Alegre a São Paulo e estava extremamente ansiosa porque queria vender todos os livros para poder preparar a nova edição. No primeiro final de semana, tratei, informalmente disso, com o pessoal da editora. Disse que estava refazendo o primeiro livro, que queria melhorá-lo e que ele precisaria de nova revisão do português e de uma nova diagramação, além da nova capa que já estava pronta. De tudo isso, apenas a diagramação seria pela editora. Falei que estava fazendo tudo e que queria fazer a segunda edição revisada e que isso não demoraria mais muito tempo, pois estava no meio do livro. Me elogiaram pela postura de ter contratado uma pessoa para me ajudar a vender e tudo mais. No primeiro final de semana tive diversas discussões porque se atravessavam na minha venda fazendo com que as pessoas levassem o título que eles queriam que vendesse mais. Baixei o preço do livro para conseguir ter um aumento nas vendas. Durante a semana fiquei de manhã, ajudei a arrumar e limpar o estande, pois o rapaz que estava cuidando ficava sozinho. Ficava lá das 10 horas às 16 horas, horário em que meu público estava presente na feira. Minha vendedora se esforçava muito para manter a meta diária de dez-quinze livros e dois dias superamos essa meta. Na terça-feira, a vendedora se orgulhou de ter vendido dois volumes para pessoas que olharam o livro que a editora dava preferência e o meu, mas que pela explicação e encantamento passados (o que é função de um vendedor) acabaram levando o meu. Isso não é razão para se orgulhar??? Na quarta-feira o sócio 1 chegou pedindo que ela não ficasse “roubando” vendas do outro livro. Para mim ele disse: “Fale para a sua vendedora não ficar roubando as vendas do outro livro porque alguém da editora pode ligar para a autora e dizer que você está fazendo isso”. Eu respondi: “O sócio 2 e os seus funcionários podem se atravessar nas minhas vendas e eu não posso?”. Ele: “Você que se entenda com ele!”. Me sentindo ameaçada e já tendo certa intimidade com a referida autora, enviei o seguinte e-mail para ela tentando evitar que meu nome fosse citado levianamente (editei um pouco para evitar maiores confusões):

Oi ..., tudo bem? Mandei essa mensagem pelo face, mas para garantir que você leia, mando pelo e-mail tb. bjs
Eu odeio incomodar os outros, mas antes que role fofoca, preferi entrar em contato. Eu já havia lhe dito sábado que estavam atravessando minhas vendas e isso continua durante a semana. Tenho ido todos os dias porque preciso vender os livros que tenho para sair de lá sem ter prejuízo. Bom, eu não tenho dado muita atenção, mas hoje me irritei. Primeiro me colocaram no lado contrário ao seu livro, levei numa boa e em uma hora tinha vendido 11 livros. Aí um menino ia ficar a tarde na mesa de autógrafos e me colocaram de volta abaixo dos seus livros. Nisso eu já tinha vendido uns bons 20 livros (ou quase isso). O Maurício chegou dizendo que a minha vendedora tinha roubado vendas suas e que tinha falado isso toda orgulhosa. Primeiro, isso não ocorreu. Hoje inclusive ela fez uma venda sua (como já fez outras). Segundo, quando ela está fazendo a venda, mais de uma vez o povo da editora se atravessa para que levem o seu (hoje inclusive fizeram paredão para que nem eu nem a Carla pudéssemos chegar até as pessoas para apresentar os livros, mas como já tinha atingido a meta, me levantei e fui embora). Então antes que role fofoca que o seu livro não vendeu mais pq eu n deixei, é mentira! Tanto que vc já deve ter vendido uns 70 livros (o mesmo número que eu) mesmo sem você lá. Eu tenho batalhado dia a dia para chegar a esse número e a editora fica me boicotando. Vc sabe o quanto admiro o seu trabalho e torço para que você cresça mais e mais e de maneira alguma estaria prejudicando as vendas de seus livros. Desculpe essa mensagem, mas sou muito honesta para deixar fofoca rolar. Um beijo enorme e te vejo no final de semana.

Na quinta-feira tinha um compromisso às 15:30 e saí mais cedo. Nesse horário recebi uma ligação do sócio 2 que me disse, gritando: “Que história é essa de ficar fazendo intriga entre autores? A Baraúna está abrindo mão de seus livros, você não faz mais parte da editora e você não está mais no estande. Todos os seus livros estão sendo retirados e você passe na segunda-feira no escritório para conversar.”. Eu disse que tínhamos um problema por causa do contrato, ele disse que não, pois já havia cumprido o contrato (ou seja, a palavra deles não vale nada). Eu disse que iria embora na segunda e que pediria para minha transportadora ir buscar os livros, ele disse que enviaria pelo correio, enfatizei que a transportadora iria buscar e ele disse que eu passasse lá naquele dia, pois ele estaria até às 22 horas. Às 20:30 cheguei no Anhembi, procurei uma pessoa de confiança e pedi ajuda, pois não podia perder três dias de feira. Ele me levou ao estande da Vermelho Marinho que me acolheu de braços abertos (e a quem só tenho a agradecer) e depois do acordo feito fui ao estande da Baraúna. Chegando lá o sócio 2 começou a gritar comigo e a dizer que eu estava fazendo intriga com autor (isso significava que eu não era autora? Além disso, eu não podia mandar um e-mail para uma pessoa que eu conversava desde maio de 2011?), que eu não podia ter enviado o e-mail que enviei sem cópia para ele (a meu ver o e-mail não continha nada de intriga, era uma conversa entre A e B e não com C e, aliás, o que a referida autora tinha na cabeça para enviar este e-mail para gente da editora?). Também alegou que eu deveria ter conversado com eles (aos gritos no meio da feira, tanto que a assessora de imprensa pediu para ele baixar o volume), coisa que não adiantava, pois já tinha dito ao sócio 1 o que estava acontecendo. Não satisfeito, ele queria que eu levasse os livros na mão sem caixa. Mesmo eu pedindo ele se recusou a entregar uma caixa (mas escuta, os livros chegaram como??? Em caixas!!! Então por que eu tinha que levar na mão os volumes?). Então a assessora de imprensa da editora falando as seguintes palavras: “Ai gente, vamos mostrar um pouco de dignidade” (ou seja, ela concordava que ele estava me humilhando em público) me entregou uma caixa e ajudou a colocar os livros. O rapaz que ficava todos os dias comigo me ajudou a levar os livros e assim terminou a minha noite. No dia seguinte estava arrasada, assim como minha vendedora (que também foi expulsa do estande), fazendo com que o dia não rendesse, e fomos embora mais cedo (por sorte, pois o sócio 2 se envolveu em outro escândalo com uma autora que nem era de sua editora). Nos reerguemos no sábado e no domingo conseguimos atingir nossa meta e quase superá-la (ou superamos?). Tive apoio dos blogueiros, amigos e pessoal da Vermelho Marinho. No fim, estou com apenas seis exemplares do livro dois e dezesseis do livro um (ou seja, quem quiser se agiliza!). Para manter as vendas, vou ficar um tempo como autora independente (já estou vendo tudo, mas creio que isso levará um mês) até encontrar uma editora séria e comprometida com o autor. Também farei tudo o que pretendia, mas não sei em quanto tempo conseguirei finalizar. Além disso, o lançamento do terceiro livro (e final) não deverá acontecer ano que vem (mas prometo que sairá) e sim em 2014. Todos que quiserem o segundo livro, por favor, me avisem para que possa fazer a impressão de um número adequado (quero manter o valor de R$ 30,00 com o frete). Encerro essa declaração reafirmando que não faço mais parte da editora Baraúna desde quinta-feira, 16 de agosto de 2012, momento em que fui humilhada e agredida verbalmente pelo sócio 2 e que me expulsou do estande que mantinha na bienal do livro de São Paulo. Foi aberta reclamação na CBL e na organização da feira. Agradeço o apoio de todos neste momento e conto com vocês para a continuação do meu trabalho.
Um beijo carinhoso,
Fernanda Matias
 P.S. Depois de tudo isso, ainda não entraram em contato para me enviar o distrato!


E ainda insistem em dizer que só publicamos baboseira e o blog foi criado com o único intuito de perseguir determinados elementos da literatura.

O que mais dizer após o relatado acima?

Entre em contato: litfanbr@gmail.com

Um comentário:

  1. Astrid Underground28 de agosto de 2012 14:46

    Essa editorazinha tinha é que fechar as portas...

    ResponderExcluir

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