Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

O hype e o xiita na literatura.


Por Chutenacara.com.br.


Antes de iniciar o texto, saibamos o significado de Hype: Promoção extrema de uma pessoa, idéia ou produto.

Prática bastante comum nos tempos modernos, principalmente com o advento da internet e bastante utilizada (e como!) para a promoção dos mais diversos produtos e ideias, como na música, principalmente.

Quer entender melhor como o Hype funciona?

Aquela música horrenda te embrulha o estômago na primeira vez em que você a ouve, mas de tanto ouvir a miserenta tocar no rádio, no boteco e na televisão você, desgraçadamente, se pega cantarolando a maldita.

É assim que funciona: a superexposição acaba fazendo com que você se habitue a algo de péssima qualidade e a lavagem cerebral promovida pode ser tão profunda que pode chegar o momento em que você até mesmo defenda a porcaria.



Se funciona na música, por que não funcionaria na literatura, não é mesmo?

Foi essa a dedução a qual os mendigos literários provavelmente chegaram para a criação de suas “campanhas de marketing”.

Sim, porque o marketing realizado pela banda podre literária nada mais é do que isso: fazer a superexposição do seu “material” na ânsia de convencer o público de que ele é “adquirível”. Superexposição essa que é feita por meio de spams seja através de e-mails ou em publicações nas redes sociais.

Um grupo se une para espalhar a ideia de que algo possui ótima qualidade e tanto martelam encima disso que sempre há quem acabe caindo na arapuca.

É a mesma coisa que acontece com a música de péssima qualidade: de tanto você estar exposto a ela acaba por apreciá-la.



E os xiitas?

Xiita, deixando de lado o significado oficial do termo (aquele relacionado ao Oriente Médio) e partindo para o popular, é o termo utilizado para caracterizar aquela pessoa que defende de forma ferrenha um conceito ou um produto.

Claro, dentro da visão do xiita, aquilo pelo qual ele guerreia possui suas qualidades, mesmo que para o resto da população isso não seja verdade. No entanto, mesmo diante de argumentos concretos o xiita se recusa a aceitá-los, permanecendo preso aos seus conceitos.

Farei, novamente, um comparativo entre o que acontece dentro do meio musical e da literatura.

Restart, uma das bandas de maior sucesso do momento possui, é evidente, seus admiradores incondicionais e, também, seus críticos. Esses fãs incondicionais normalmente agem de forma xiita diante de qualquer crítica que é feita à banda ou às músicas por ela cantadas, perdendo a estribeira e partindo até mesmo para o lado pessoal do crítico no momento de defender seu ponto de vista.



Mais uma vez, dentro do meio literário a situação é exatamente igual: todo aquele que se atreve a ir contra os interesses daqueles que pelos acéfalos são defendidos acaba por se tornar alvo de insultos e, até mesmo, de ameaças.

Exemplo? Harry Potter ou Crepúsculo (e suas infindáveis continuações), possuem uma legião de fãs xiitas que não admitem qualquer crítica a elas. Acho que se Machado de Assis ou Camões fossem vivos e tecessem qualquer comentário negativo acerca delas provavelmente seria ameaçado de morte ou algo do tipo.

Por mais convincentes sejam os argumentos daqueles que por algum motivo criticam determinado conceito ou material os xiitas se recusam em enxergar a realidade e permanecem fiéis aos seus ideais.

Por que seria diferente com relação aos picaretas literários? Ai daquele que ouse criticar os que utilizam o meio literário como mero caça-níqueis ou poleiro social!

Alguns agem assim por estarem profundamente ligados seja às editoras ou aos escritores que se dedicam às práticas duvidosas comumente encontradas dentro do meio, já outros seguem como as famosas “Maria vai com as outras”, levadas pela correnteza e aceitando a opinião da grande maioria sem conhecer a fundo o assunto.



As tais práticas duvidosas são aquelas que incansavelmente denunciamos aqui no blog, mas só para reforçar: editoras sob demanda que não cumprem com o acordado, editoras que não pagam os direitos autorais dos escritores, e se o fazem, é depois de muita canseira, editores que organizam antologias baseando-se apenas em quem paga para participar e não na qualidade do material apresentado, escritores medíocres que enganam os leitores vendendo gato por lebre, capistas xexelentos que plagiam material alheio, não com as imagens em si, mas com seus conceitos, e por aí vai.



Para os xiitas ninguém tem o direito de expressar ideia originais ou vontade própria, o mundo deve se curvar diante de sua ideologia e obedecê-la cegamente.

Qualquer semelhança com o que acontece com o pessoal aqui do blog é mera coincidência, certo?



São os males, principalmente, da internet, que por ser um meio de comunicação relativamente novo ainda serve como armadilha para os menos avisados.

Mas com o tempo vamos aprendendo a separar o joio do trigo, e o blog se dispõe a isso, queiram os xiitas ou não.



Entre em contato: litfanbr@gmail.com

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