Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

O caminho das pedras (O mar de fezes).




Por Astrid Underground.


As argumentações por parte daqueles que são coniventes com todas as falcatruas que denigrem a imagem da Literatura Fantástica me enojam mais a cada dia.

A última “pérola” foi a afirmação de que nós, participantes do blog, somos pessoas incapazes de trilhar o “caminho das pedras” da literatura e por causa disso nos rebelamos contra editoras e escritores que fazem sucesso, por pura inveja.

Como de costume, nenhum dos que se sentem ofendidos com o que publicamos tem “cojones” para ao menos tentar justificar suas atitudes, como sempre, fica mais prático denegrir a imagem de quem se atreve a ir contra esse pardieiro.

"A Literatura Fantástica sempre foi assim, e continuará sendo, não adianta esbravejar", é o que dizem.

Isso é verdade, desde que picaretas descobriram que o meio literário é um ótimo filão para se enriquecer as custas do trabalho alheio, quem não possui qualidade suficiente ou Q.I. (quem indica) deve se submeter às práticas atualmente em voga.

O grande mal das pessoas é o de se acomodar diante das situações que denunciamos aqui e não ter coragem para enfrentar esse povo que ludibria escritores e leitores, porque acreditam que não há como mudar as coisas.

Essa é exatamente e mentalidade da grande maioria do povo brasileiro que reclama a vida toda das atitudes deploráveis dos políticos e da vida sofrida que leva em virtude disso, mas não levanta a bunda do sofá para lutar por seus direitos e tentar pôr fim à bandalheira, e ainda por cima, ridicularizar quem se atreve a travar essa batalha.

“É fácil apenas atirar pedras e não apresentar solução alguma”, alguns dizem.

Mas ainda há a necessidade de apresentar alguma solução? Elas são tão óbvias que qualquer um conhece: trabalhar com honestidade e profissionalismo.

Complicado, não? Em nosso país sim. Se na grande maioria dos setores da nossa sociedade o que vale é a esperteza, por que no meio literário seria diferente?

E se é realmente assim tão fácil atirar pedras, por que não fazem isso?

Não fazem isso porque é mais fácil (e triste) não possuir qualificação nenhuma para produzir um material decente e ser obrigado a se juntar com esse grupinho de baba-ovo que busca apenas fama e dinheiro ao invés de tentar desenvolver um trabalho de qualidade.

Bem mais simples é deixar que outros lutem pelos ideais que, secretamente, eles possuem, para poder colher os louros da vitória caso um dia ela seja atingida.

Essa é a mentalidade do nosso povo, e essa é a mentalidade dos escritores.

Correr atrás de uma editora séria para ao menos tentar ter seu material publicado? Pra que perder seu tempo? É claro que receberão um NÃO monstruoso, isso se as editoras se derem ao trabalho de dar-lhes alguma resposta.

Por que um editor perderá seu tempo lendo um texto de duzentas páginas se as dez primeiras já lhe reviram o estômago? Claro que não lerão, e muito menos darão alguma satisfação ao escritorzinho medíocre que pensa ter o rei na barriga.

Se são assim tão bons por que recorrem à editoras de quinta categoria para publicarem suas obras? Se fossem tão bons quanto dizem as editoras já os teriam contratado, ou será que não?

Mais fácil e menos dispendioso é ir atrás das famigeradas “editoras sob demanda” (para mim, nada além de gráficas) que cobram os olhos da cara e entregam um trabalho deplorável (Livropronto?), ou aquelas que desaparecem sem deixar vestígios levando consigo o dinheiro do escritor e não cumprindo as cláusulas contratuais (Canápe?) ou, ainda, aquelas que, passado mais de um ano após a publicação do livro não pagaram os direitos autorais dos escritores e ainda dão desculpinhas esfarrapadas (Jambô?), pior ainda, abrindo uma editora própria que sequer possui um revisor de textos para publicar, assim, seusn próprios trabalhos e os de seus amiguinhos cupinchas (Estronho?).

Vejam bem, não citei o nome de nenhuma editora, apenas ofereci exemplos. Se você, caro leitor, acha que as citadas se enquadram dentro das características, meus pêsames, você é ou foi obrigado a, de alguma forma, trabalhar com elas.

Esse é o “caminho das pedras” que devemos seguir cegamente e ainda, de quebra, termos algumas dessas pedras introduzidas em nossa garganta (ou no rabo?)?

Errados não são os que mandam tudo à merda e botam a boca no trombone, errados sim, são os que compactuam com essa pouca vergonha toda e ainda se acham o dono da razão.

Ora essa, mas é óbvio que somos pessoas revoltadas com essa podridão toda, se não fôssemos, por que escreveríamos?

Nos revolta o fato de haver pessoas que endeusam essa gente que ainda teima em seguir com a mentalidade de que "o mundo é dos espertos".

Se esse povo se sente feliz em nadar num mar de fezes, nós não nos sentimos, tanto que conheço gente que até se retirou do meio literário por se sentir enojada com tudo isso.

Eu ainda não me retirei e tenho esperança de que algum dia as coisas melhorem, ao menos faço minha parte para que isso aconteça.

Querem mais uma solução para essa situação toda, que apesar de óbvia, ainda existe gente que finge desconhecer?

Se os escritores boicotassem editoras e editores picaretas e deixassem de fazer seu joguinho talvez essa gente que só visa o lucro passaria a agir de forma mais decente.

Se eles se empenhassem mais em criar material de qualidade, sem se preocupar com sucesso instantâneo e com quantidade de material, talvez as editoras alheias à essa situação toda se interessariam pelo que lhes é apresentado.

Porém, como há quem prefira trilhar o tal “caminho das pedras” impregnado de charlatanismo, oportunismo e incompetência, a situação acabou por atingir o patamar no qual hoje se encontra.

Que Deus perdoe suas pobres almas, porque eu não perdôo.

Entre em contato: litfanbr@gmail.com


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