Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Pseudo revolucionários, pseudo escritores e afins.



Por Chutenacara.com.br.


Vejo muita gente por aí que se considera “revolucionária”, que adora erguer bandeiras em prol de alguma causa e bater no peito se achando o revoltadão, mas será que eles realmente o são?
É muito fácil colocar o rabo cabeludo na cadeira, acender um baseadinho e começar e proliferar idéias revoltadas contra alguma coisa que acontece lá na casa do c...(chapéu) e jurar morte a quem sequer sabe da sua existência.
Em minha parca opinião o real revolucionário é aquele que se revolta e tenta mudar o que considera estar errado dentro do meio no qual está inserido. Critica pessoas que volta e meia possa encontrar e tenta mudar um sistema que está a ele ligado diretamente.
Fazem isso se medo de se expôr e sem medo das conseqüências. Esses sim, para mim, são dignos de serem ovacionados e reconhecidos como tal.
Por que denunciar alguém para o qual deve-se algum favor? Qual o motivo de criar alguma espécie de atrito com a panelinha que consome seu trabalho (seja ele qual for)? Não, não, a água não pode bater na minha bunda, jamais!
É cômodo meter o pau em quem você nunca verá na vida. É digno de louvor ir aos eventos culturais dar tapinha nas costas de pessoas que você repudia e lhes oferecer doces sorrisos e beijocas sendo incapaz de expressar sua verdadeira opinião (se é que realmente a possui).
Sim, eu tenho que fazer a “social” dentro do meio por diversas vezes, mas não fico elogiando obras e autores abertamente em veículos de comunicação como um hipócrita.
“Mas você mesmo usa um pseudônimo, não dá a cara à tapa” o leitor certamente deve estar dizendo. Você tem razão, mas convenhamos, não vou colocar em risco um emprego de anos que me rende uma vida confortável em prol de desmascarar um bando de gente sem escrúpulos e de caráter duvidoso. Sou meio louco, mas não sou burro.
Divulgo fatos e conceitos, partilhados por muitos, e cumpro com o papel que escolhi.
Espaço para denuncias é o que não falta, o blog é um exemplo disso, basta ter “cojones” para tal, mesmo que seja como eu, utilizando um pseudônimo, mas fazendo alguma coisa para limpar toda essa sujeira que existe por aí.
Eu faço a minha parte e não fico com meu rabo na cadeira vendo a banda passar.

E os pseudo escritores? É de dar medo.
Todo escritor gabaritado partilha do princípio que, para ser um bom escritor, é primordial que se leia. Não me refiro somente aos clássicos como Machado de Assis e José de Alencar, por exemplo, mas até mesmo escritores contemporâneos como Edgar Alan Poe, Stephen King, Clive Baker e por aí vai.
No entanto, em textos que leio por aí vejo pessoas que se denominam “escritoras” cometendo erros primários. Ninguém deve ser mestre na elaboração de uma trama, na criação de personagens e na condução do enredo, mas ortografia e gramática são conceitos básicos. Dá para perceber que esse cidadão que tenta ser escritor não tem o costume de ler nada e se mete a fazer aquilo para o qual simplesmente não possui competência alguma.
E mais, ele sequer se dá ao trabalho de usar o corretor ortográfico do seu editor de textos para ao menos maquiar sua obra desqualificada.
Já li contos em que os personagens eram crianças e em seus diálogos tem-se a impressão de serem pessoas de vinte e tantos anos ou mais. Confesso que não tive estômago para terminar o texto, tão irritante que era (e diversas outras pessoas virem o mesmo). Ou então contos que, por excederem a quantidade de caracteres estipulada para a antologia, simplesmente foram cortadas na metade sendo que o autor retirou o miolo da trama e deixou apenas o final. Ou seja: não deu pra entender p... (nada).
O pior de tudo é que as “obras” de um cidadão desses, ao serem lançadas, ainda recebem elogios e mais elogios da “nata” literária, que lhes confere cinco estrelas e o coitado do leitor acaba caindo na cilada.
É ou não imoral?
Isso é propaganda enganosa e só serve para fazer com que a reputação dos escritores nacionais definhe mais a cada lançamento desses. E quem é prejudicado com isso? O escritor competente que desenvolve um trabalho de qualidade e que vê sua obra embrenhada em meio a esse lixo.

E os “afins”?
Gente que tem como único objetivo obter lucro ou prestígio através da literatura, sem se preocupar com a qualidade daquilo que faz.
“Recrutam” escritores novatos prometendo publicar seus livros em troca de uma nada módica soma em dinheiro. Publicam? Em muitos casos sequer fazem isso, e quando o fazem não se dão ao trabalho de revisar o texto que lhes é enviado e após publicar a obra do inocente aspirante lhes dão as costas, entregando-lhes as caixas de livros e ele que se vire para realizar o marketing e a venda da sua obra. Por que se preocupar? Já obtiveram aquilo que era do seu interesse (o dinheiro), o escritor que se vire.
Há também os que, de uma forma qualquer, entraram no meio literário e assim que obtiveram a confiança da meia dúzia de escritores da panelinha passa a se dedicar na organização de toneladas de antologias.
Organizadores sérios sabem o trabalho que dá criar uma obra de qualidade usando esse método. Seleção dos textos, revisão, diagramação e etc. Então como alguém é capaz de organizar várias antologias de uma só vez? O cara é o super man!
Para mim seu único intuito é adquirir o status de popstar literário. Ir aos eventos de lançamento e divulgação e ter seus ovos lambidos pela panelinha que lhe deve algum favor e por leitores que desconhecem a qualidade do material.

Não sou apenas eu quem vejo tudo isso, muita gente vê e nutre profundo asco por essas práticas, sem se manifestar. Mas o blog tem como objetivo deixar tudo isso muito claro, doa a quem doer, e vem fazendo isso.
Invejoso? Invejar o quê? As maravilhas literárias que produzem? Cheguei à conclusão de que não pode ser isso, então refletindo, acho que vocês acreditem que eu deva invejar um bando de gente que se amontoa um sobre os outros mamando em seus respectivos sacos para estar na lista dos top´s literários? Invejar essa gente inescrupulosa que só tem em mente vender seus livros sem se preocupar em oferecer ao leitor uma obra que realmente mereça ser lida? Inveja de prêmios cuja procedência é obscura? Ou quem sabe invejar os que se aproveitam de leitores que ainda os veneram para obter algum tipo de favor sexual?
Desculpe, mas não faço parte dessa corja a qual vocês pertencem, e nunca fiz, pois não me atrevo a fazer uma coisa que não sei: escrever livros.
E muitos de vocês também não sabem, admitam isso.

Se querem defender o lado de vocês utilizem argumentos convincentes ao invés de nos taxar de fofoqueiros e invejosos. No entanto não o fazem sabem por quê? Porque não há argumentos que possam utilizar para defender a prática imoral que realizam.
Algum dia apareceria quem se atreveria a denunciar todas essas falcatruas, e há um mês surgiram essas pessoas, para o desespero desses aproveitadores.
Está se sentindo ofendidinho(a)? Então pede pra sair, o “reinado” de vocês, no que depender do blog, está acabando.

Entre em contato: litfanbr@gmail.com


3 comentários:

  1. Entrei por acaso aqui, não sou leitor muito menos escritor, mais pelo que pudi entender você acha que uma pessoa não pode ser escritora? ela não pode aprender a ser? só quem nasce pra isso ? eu sou contra essa opinião se essa for a sua é logico . se quiser responder barrah_system_puky@hotmail.com

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  2. não acredito que tem que aprova comentários? e as opiniões diversificadas .. Democracia nada né.

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  3. Prezado(a) Pucky.

    A moderação dos comentários se deve ao fato de existirem pessoas incapazes de expressar sua opinião de forma decente e sem esculhambações.

    Quanto a uma pessoa poder ou não ser escritora, o fato é de que qualquer pessoa devidamente alfabetizada pode se tornar um escritor, basta saber escrever, a questão está em ser ou não um escritor de qualidade.
    Até macacos aprendem a escrever, mas daí dizer que podem ser escritores, é outra história, certo?

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