Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Cada um no seu quadrado.



Por Chutenacara.com.br.


Há coisas que eu realmente me esforço para entender, mas não consigo.
Ou eu sou muito burro, ou esse adjetivo deve ser concedido a essas pessoas que me confundem.
Uma pessoa que se considera "escritora" deveria ser capaz de interpretar textos de forma correta, sem distorcer o que é apresentado, correto?
Eu, como muita gente, concorda que sim, mas não é o que parece.
Tem gente espumando de raiva achando que menosprezamos ou censuramos seus trabalhos.
A questão não é admitir o fato de que uma pessoa venha a possuir duas qualidades distintas, no caso, ser webdesigner e "capista" como costumam dizer, e também escritor. A questão é que nem todo mundo possui essas duas capacidades, e quando isso é esfregado na cara, o ego dói.
Tem muita gente por aí que cria ótimas capas para livros e também produz textos de qualidade, mas generalizar, isso sim é burrice.
Quando nos atrevemos a fazer alguma coisa, principalmente com o intuito de fazê-la tornar-se pública, devemos prezar pela qualidade do material, e ainda que assim o façamos, sempre estaremos sujeitos às críticas, porque agradar todo mundo é impossível.
Nem mesmo os melhores escritores e desenhistas estão isentos de recebê-las, então por que os recém chegados ao meio estariam?
Mas não é permitido criticar, vivemos em uma democracia onde a opinião é válida e respeitada apenas se for positiva. Críticas são proibidas.
Claro que todos gostamos de ter nossos trabalhos elogiados, mas isso deve ocorrer quando eles realmente o merecem, e não como forma de massagear o ego.
Conheço muita gente que rejeita críticas, levando para o lado pessoal e até rompendo amizades se as recebem, talvez acreditando que seus trabalhos sejam perfeitos.
Não há trabalho perfeito. Muitos escritores amigos meus dizem "sempre que releio meus textos me dá vontade de mudar alguma coisa", se eles mesmos dizem isso quem sou eu para contrariar?
Mas tem gente que não aceita. Ela pode ser um ótimo "capista", mas não leva jeito para escrever, assim como o contrário também pode acontecer, por que não admitir isso?
Se você é bom em determinada coisa (seja desenhar ou escrever), prossiga com ela e não tente seguir por outro caminho em que não possui o dom. Claro que todos podem desenvolver novas habilidades, mas esteja aberto para receber críticas ao ingressar em um meio novo, ainda que seu ego doa mais que um chute na cara.
Críticas construtivas sempre são edificantes, quando feitas por quem conhece determinado assunto, e fechar os olhos para elas dando atenção apenas aos elogios feitos por quem só sabe elogiar (normalmente por medo de perder a amizade) o leva a estagnar-se em um patamar baixo, perdendo-se a oportunidade de crescimento.
Você é bom em escrever? Ótimo, continue escrevendo e deixe o desenvolvimento de capas para quem entende do assunto. E isso serve para o contrário também.
Se deseja embrenhar-se em outro seguimento, parabéns, mas aprenda a fazê-lo de forma que seja algo de qualidade.
Cada um no seu quadrado, é simples: escritor, escreve e "capista" cria capas. Capista escritor, faz os dois. Escritor não cria capas e capista não escreve, estou falando grego?
Mas ainda que você seja um "expert" em um ramo, sempre estará sujeito a receber críticas.
Seja maduro o suficiente para entender isso e pare de deturpar o que é dito.
Agora, se você não sabe criar capas e ainda é incapaz de interpretar um texto da forma como deve, então me desculpe, vá plantar batatas.

Entre em contato: litfanbr@gmail.com



6 comentários:

  1. O grande problema com a maioria dos "críticos" e de suas "críticas" é que não costumam vir para edificar.

    Muita gente destoa e só quer mesmo é derrubar o trabalho alheio. Dicas e informações sempre ajudam a melhorar. Mas existem indivíduos que tem prazer em "detonar" sem critério.

    Se algo que escrevi ou diagramei ficou ruim, não tenho o menor problema em aceitar a verdade, desde que seja dita de forma correta.

    Já fui recusado por muitas editoras, grandes e pequenas mas jamais nutri ódio ou jurei nunca mais ler o trabalho de algum autor/editora nacional.

    Isso só me fez procurar os erros em minha prosa e buscar corrigi-los.

    Entretanto, coisas como "é uma m***" ou "tá uma b***" não ajudam em p*** nenhuma.

    Agora, se a análise vem com dicas úteis, como por exemplo: "você pode melhorar esse detalhe" ou "será que você não está exagerando nesse ponto e seria melhor cortar isso e isso?" Aí é legal.

    Todavia, é muito mais fácil apontar como um macaco (rindo, escarnecendo e saltitando) do que com a intenção de ajudar.

    Concordo quando o autor do artigo diz que nenhum trabalho é 100% perfeito. De fato, temos sempre o que aprender e melhorar.

    Se essa "lei do quadrado" fosse levada à risca um motorista seria impedido de falar inglês ou um pintor não poderia ser escultor também (cada pessoa só poderia se especializar em algo e acabou pro resto das habilidades).

    O escritor, infelizmente, teria que parar, pois sua profissão extra literária já lhe seria bastante.

    É certo que, no desenvolvimento do texto, o autor lembra que existem alguns colegas que conseguem realizar bem duas ou mais atividades sem prejuízo. Entretanto, o que me proíbe de tocar violino e jogar futebol?

    Antes de me apedrejarem, entendam as metáforas nos parágrafos acima. As pessoas andam muito tendenciosas e interpretando o que leem como desejam. Isso é coisa para os neopentecostais e cristãos fundamentalistas em geral, não concordam?

    E, antes que eu me esqueça, não tem lance de carapuça aqui não. Primeiro, por que não sou criança e, segundo, creio no princípio de Montesquieu:
    "Posso não corroborar com aquilo que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-lo."

    Mesmo não concordando com certos textos publicados nesse blog, não exclui o proprietário de minha lista de contatos e nem retirei o apoio ao Prisioneiro da Eternidade.

    Sou a favor da liberdade de expressão, desde que seja para gerar mudanças significantes e não intrigas.

    Também sou a favor, como já disse, de críticas elaboradas com o intuito de ajudar a melhorar o trabalho. Todo auxílio é bem vindo.

    Estamos no mesmo barco (autores, editoras, designers de livros e até mesmo os "críticos")e deveríamos nos ajudar ao invés de nos alfinetarmos. Diagramar, escrever, revisar, montar capas já é um trabalho que, por si só, consome nosso tempo livre (como já foi dito nesse blog e nesse texto, a maioria de nós trabalha em outras atividades para garantir seu sustento) e o foco deveria ser lutarmos em conjunto pela LitFan ao invés de brigarmos por migalhas como uma matilha de cães esfomeados...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "Se deseja embrenhar-se em outro seguimento, parabéns, mas aprenda a fazê-lo de forma que seja algo de qualidade."

      Não é proibido desenvolver mais que uma aptidão, mas dedique-se a fazer algo louvável para que não o crucifiquem.

      Excluir
    2. Essa é a questão. Se ao invés de crucificarem, resolverem dar dicas, idéias ou boas sugestões; Se ao invés de gritarem que é uma droga apontarem o que está está errado e sugerirem o que deve ser melhorado, muita coisa mudaria para melhor. E não só na LitFan.

      Excluir
  2. Disse tudo Rochett Tavares. Existem pessoas que sabem criticar, apontam onde estão os erros e ajudam os profissionais a acertá-los. Mas outros, e parece ser a maioria, usam de sarcasmos gratuitos. Cada um no seu quadrado: alguns sabem criticar e edificar, outros não.

    A propósito, gostei da matéria e concordo em muitos pontos.

    ResponderExcluir
  3. Já aconteceu comigo.

    Você cria a estória, os personagens, dá o devido fundamento a tudo, faz pesquisas, escreve, reescreve, revisa, corrige e publica gratuitamente

    Aí vem um cara e diz que não viu nada digno de nota. Tipo... não é possível que apesar de tudo, não tenha nada de bom na minha obra? Nenhum ponto positivo?
    A mesmo tempo que muitas outras pessoas não estão economizando elogios?

    O nome disso é Troll.

    ResponderExcluir
  4. Minha dúvida era só como plantar batatas... Mas gostei mais do contraditório!

    ResponderExcluir

Pode chorar...