Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

O caminho a ser seguido.




Por Astrid Underground.


O sonho de muitos meninos é ser jogador de futebol.
Se o atingirem, além de estarem fazendo o que gostam também encherão os bolsos de dim-dim e seguirão com uma vida confortável.
Assim como o sonho de todos os escritores é ser um André Vianco. Fazer o que mais gosta e viver confortavelmente graças ao seu trabalho, quiçá se tornar um Paulo Coelho, ganhando assim prestígio internacional e ficando rico. Estou enganada?
Não, acredito que não.
Muitos escritores embrenhados na litfan possuem esse sonho, sim, senão a maioria. Quem não deseja possuir uma legião de fãs, dar entrevistas, aparecer na mídia e ser reconhecido como um bom escritor?
Seguindo os passos do ídolo, André Vianco, bancam seus primeiros livros na ânsia de terem seu trabalho reconhecido por alguma editora que irá se dispor a publicá-los. Ao atingir certo patamar de popularidade surgirá então alguém que decida transformar seu trabalho em filme.
A glória, o Olimpo do escritor foi então alcançado.
É um meio no qual a persistência é primordial, claro, como na busca por qualquer sonho, mas o fator sorte também deve ser considerado, além da necessidade de estar-se atento aos percalços existentes na jornada, que são muitos, não se iluda quanto a isso.
Viver da literatura não é algo fácil, pois não basta apenas possuir talento suficiente para escrever algo original e de boa qualidade, mas se a pessoa possuir essa qualidade, ainda terá que mendigar às editoras para que leiam sua obra e, se a tiver sorte estiver ao seu lado, ele será publicado.
Parece simples não é? Você é um ótimo escritor, então publicar seu livro será fácil. Será mesmo?
Como dificilmente alguma editora se interessa em ler os trabalhos de alguém que não seja popular e, para piorar, não tenha o famoso QI (quem indica) o aspirante a escritor seguirá os passos de Vianco e juntará recursos para bancar a publicação da sua obra.
Não é difícil encontrar editoras que utilizem essa prática. Tendo talento e um pouco de dinheiro o apogeu da literatura está mais próximo graças a elas.
Não, não, outro percalço surge, então.
Conhecemos bem a existência de editoras que publicam livros sob demanda (por uma quantia nada modesta) e que apenas jogam as obras nas mãos do escritor. O trabalho delas era juntar tinta, papel e cola para criar o livro, a parte delas está terminada. O escritor então que se vire para fazer o marketing do que conseguiu publicar.
Sim, grande parte das editoras que adotam essa prática editorial age dessa forma, mas não especificam que o trabalho delas é apenas imprimir as obras. Não se dedicarão em divulgá-las. Afinal, se elas não tiveram gasto algum, por que se preocupar em divulgar o trabalho? O autor da obra que se encarregue disso, se não conseguir divulgar seu trabalho e recuperar o dinheiro investido, o problema é dele, ela não terá prejuízo algum.
Sim, pode falar, isso é uma puta de uma sacanagem.
Essas editoras, inescrupulosas, apenas visam o dinheiro do autor iniciante, e assim que pegam seu dinheiro elas pulam fora. Iludem o jovem autor com a promessa de que trabalharão encima da sua obra, realizando o marketing necessário para seu sucesso, mas não o fazem.
Nada contra as editoras que trabalham com obras sob demanda, desde que deixem às claras qual será verdadeiramente seu papel.
André Vianco agiu por conta própria. Ele juntou dinheiro e publicou seu primeiro livro, indo à luta e divulgando seu trabalho em livrarias e editoras até que uma delas se interessou pelo seu trabalho e ele atingisse então o patamar que hoje possui.
É um caminho que se pode seguir, e cujo sucesso é possível, como sua história mostra, ao se trilhar o caminho de forma consciente.
Não adianta o aspirante a escritor ir atrás de falsas promessas de gente que caiu no meio literário de pára-quedas. Eles prometem antologias mirabolantes, chamam Deus e todo o mundo para participar, divulgam nas redes sociais, criam book trailers e artes elaboradas para essas obras, e depois? Assim como as editoras fazem, jogam nas suas costas o restante do trabalho.
O aspirante deve tampouco “bandear” para dentro da panelinha da litfan, pois a meia-dúzia de deuses da literatura já foi escalada e ele não terá vez.
Estou embrenhada dentro desse meio já há tempo suficiente para ver como as coisas funcionam. Tenho amizade com escritores que possuem obras muito boas, mas que não estão nas listas dos melhores, não são indicados a prêmios literários mirabolantes e sequer têm seus trabalhos analisados pelas editoras exatamente por não se disporem a compactuar com certo tipo de atitude. Pior, alguns deles até metem o pau abertamente nessa gente toda, ficando definitivamente de fora do mundo literário criado por essa gente.
Essa vivência também me permite reconhecer quem trabalha de maneira séria, analisando obras de forma imparcial e executando um trabalho decente quando se propõem a organizar algum projeto.
Assim como o blog tem a premissa de não citar nomes relacionados ao lixo literário, também não o farei em relação o quem merece credibilidade, serei imparcial.
Não é difícil discernir o joio do trigo, mas se quiser uma ajuda, nos envie um e-mail e teremos prazer em citar fontes confiáveis que o ajudarão dentro do meio literário.
Esse é um meio que possui seus ninhos de cobras e você deve estar sempre atento a eles, pois são uma roubada e, no meu entendimento, são o câncer da litfan que a impede de adquirir maior credibilidade dentro do meio literário como um todo. Esse pessoal criou um universo paralelo dentro do gênero onde apenas as obras de seus participantes existe.
Em outra postagem aqui no blog a forma como essa gente age já foi abordada, e repetir tudo é desnecessário. Leia as matérias que já foram publicadas e entenderá como se dá o funcionamento da panela.
Cito o nome de André Vianco, pois o considero “hors concours” e uma figura digna de respeito e admiração na qual os aspirantes a escritor devam se espelhar.
“Puxa-saco do Vianco”, a panelinha irá dizer. Não, apenas possuo vivência suficiente para reconhecer quem é digno de respeito e admiração.
A panelinha possui uma indisfarçável dor de cotovelo dele, em contato com gente embrenhada no meio é fácil perceber isso.
Converse com os habitantes do ninho viperino e ouvirá da boca deles afirmações como “Vianco? É estrelinha, não fala mais com a gente”, ou “O trabalho dele é simplório, o meu é muito melhor”, “Vianco não prestigia nossos eventos, ele se considera superior a nós”.
E sabem por que agem dessa forma? Porque André Vianco jamais se submeteu a ingressar nessas malditas panelinhas que se fecham em torno de seus egos para atingir seus objetivos literários, e, como dela não faz parte, merece apenas o escárnio dessas pessoas, assim como outros escritores não tão famosos quanto ele, mas que agem da mesma forma.
Feliz é André Vianco que tem seu trabalho lido e prestigiado, e bendito seja por ter atingido o Olimpo literário sem ter vendido sua alma ao diabo.
Faça como ele, crie um trabalho de qualidade, não se iluda com falsas promessas de editoras picaretas e organizadores de reputação duvidosa, vá à luta e espere ter a sorte de ter seu trabalho reconhecido.
Cague e ande para essa meia dúzia que forma a panelinha da litfan brasileira, pois para eles apenas seus livros prestam e o que vem de fora do seu círculo não possui qualidade nenhuma, ainda que seja um livro de Vianco.


Entre em contato: litfanbr@gmail.com



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