Literatura Fantástica Brasileira

Literatura Fantástica Brasileira

Abaixo a picaretagem literária.



Manifesto realizado pelo estimado Lord A dentro do grupo Bate Papo Vox Vampyrica & The MaoZoleuM Radio no Facebook (https://www.facebook.com/groups/batepapovoxvampyrica/255535014478743/?notif_t=like) que apenas reforça a necessidade de se desmascarar os “proxenetas literários” e todos aqueles que oferecem suporte, espaço e lucram em cima deles - porque afinal, quem apóia bandido...é bandido também.


Não permitimos mais em nossas comunidades a divulgação de autores que pratiquem plágio ou estejam envolvidos com a organização de coletâneas de índole questionável, baixa e inexpressiva tiragem e afins e que apenas operam como caça-níquel de escritores e escritoras novatos. A comunidade do Vox Vampyrica e associadas não vai mais tolerar tais atos e sugere que todo autor ou autora iniciante deva procurar agentes literários de carreiras profissionais comprovadas para que estes sim, possam lhe fornecerem orientações e que assim possa ingressar de forma digna e profissional no mercado literário.
Ampliando a questão: Estive brincando de colocar na ponta do lápis os custos de uma série de serviços que são necessários para um autor ou autora ser lançado. Fiz isso porque inclusive sou escritor também.
- Lançar um livro demanda investimento real (R$5000 a R$7000) dá uns 2000 exemplares (pelo menos para se fazer algo decente e que compense o investimento e toda estrutura - sem isso nem a Bienal vai te levar a sério);


- Revisão, Leitura Crítica, Capa. Todas tem que ser feitas por profissionais a altura - eles terão que trabalharem por horas e dias sobre os conteúdos, fica mau pedir pra fazerem na camaradagem;

- Marketing especializado para o livro. Isso custa também $$$;


- Inclui aí festa de lançamento apropriado, champagne não é cidra! Botar mesinha em evento alternativo é legal para chamar amigos, mas o público dificilmente compra;


- Investimento na compra das barcas das livrarias e vitrines por um número razoável de meses, para vender de verdade.Isso sem contabilizar venda nos sites grandes e tals;



- Assessoria de imprensa especializada (isso é caro!) e será necessário por alguns meses;


- Investimento para que os autores e autoras possam viajar promovendo o livro...passagens, alimentação, hospedagem e tudo isso tem mais custos.

Então, eu também penso que o autor/escritor/escritora é um profissional como qualquer outro. Não considero justo alguém ter que pagar para "trabalhar" na produção de outro.
Logo, da mesma forma que discordo de um produtor que me peça para eu "pagar" para ser "Dj" em um evento alheio. Acho "grotesca" a idéia de jovens escritores ou escritoras terem que comprar "vaga" em uma coletânea ou afins - falo isso sem levar para nenhum tom de pessoalidade de qualquer tipo! É uma idéia tétrica.


Sei que o argumento vigente ou comumente aceito é o tal do "só assim você poderá mostrar o que faz e quem sabe alguém das grandes editoras te descubra..."

- Mas o que observo na prática ao longo da última década e bem de perto foi a ineficácia deste sistema no campo coletivo devido ao descaso ou falta de verba para investimento nos quesitos dispostos no meu post anterior neste mesmo tópico.


- Também observo as lágrimas de escritores e escritoras - que se deram mal nesta história. Muitos inclusive desistiram de produzirem mais da sua arte. Certo, a arte é para os fortes ou pelo menos para os habilidosos como dizem por aí. Só que se os mesmos tivessem tido um amparo ou suporte mais personalizado, ou até um pouco mais de cuidado dos produtores com seus trabalhos o prejuízo dos seus sentimentos, inspirações e sonhos não teria sido deste jeito.


Se o escritor ou escritora, entra no "glamour" do serei publicado é um tópico subjetivo e pessoal dele.
Mas se quem "oferece" o tal glamour do ser publicado ao "escritor" ou "escritora" tem conhecimento prático, vivencial e evidente dos itens que compartilhei aqui e principalmente sabe que NÃO vai dar conta e nem tem a estrutura necessária.


Só consigo pensar em 2 hipóteses sobre o perfil do tal:

- Ultraromântico: Está tão apaixonado e tão cego que quer fazer a arte pela arte, mesmo que todos quebrem a cara. Pouco prático, mas realmente conheço pessoas assim. Infelizmente em 80% dos casos os péssimos resultados só causam constrangimento para si e para os envolvidos. Depois de uns anos, a gente sente compaixão deles.


- Picareta: Está nessa pelo lance do papa-níquel mesmo - e sustenta a postura e a idéia de canalha mesmo.E eu apenas usaria adjetivos de baixo calão para caracterizar tais pessoas.


Bom a idéia deste tópico é dar um pouco de voz e amplitude de debate a questões veladas que estão carcomendo nosso meio já há alguns anos pelo menos.
Estamos a dialogar sobre idéias e posturas, passando longe de qualquer tom de pessoalidade.


Então, demando a quem quiser debater tais idéias, mantenha suas postagens por aqui mesmo - assim posso participar e quem sabe encontremos novos filtros e perspectivas - pois amor ao gênero, produção cultural, carreira comprovada e quiçá desejo de crescer e de ver o meio melhorar - todos temos.

Esteja aberto o tópico a vossos coments e idéias.


Adendo relevante: Ao escrever "agente literário" me refiro aos profissionais que realizam este trabalho profissionalmente; como também pessoas que agenciam trabalhos de autores através de pequenas editoras. A escolha vai de cada um,atentem para contratos, cláusulas menores e afins.

Entre em contato: litfanbr@gmail.com


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode chorar...